Lavagem de ouro ilegal destrói milhares de hectares da Amazônia, diz Greenpeace
Relatório citou fraudes em permissão implementada por governo
Um relatório do Greenpeace Brasil revelou que entre 2023 e 2025, mais de 5 mil hectares da floresta amazônica foram destruídos pela mineração de ouro em terras indígenas.
O documento "Lavagem de Ouro na Amazônia: Anatomia de uma Fraude" revela como o sistema de "Permissão para Lavra Garimpeira", implementado pelo governo federal para permitir a mineração artesanal, está sendo explorado para lavar ouro extraído ilegalmente de terras indígenas e áreas protegidas.
O relatório demonstra como a falta de controles efetivos por parte da Agência Nacional de Mineração do Brasil e a isenção da exigência de análise geológica prévia criaram um "ponto cego" que impede a avaliação adequada do impacto da mineração e facilita a lavagem de ouro ilícito.
Por meio de centros de comercialização, refino e consumo, o ouro ilícito entra nas cadeias de suprimentos globais e pode chegar a mercados como Itália, Suíça, França, Alemanha, Canadá e Emirados Árabes Unidos, onde, uma vez inserido no sistema, torna-se extremamente difícil de rastrear.
Somente em 2024, 61.567 toneladas de ouro, avaliadas em mais de US$ 3,9 bilhões, foram exportadas do Brasil para mercados em todo o mundo, evidenciando a enorme escala desse comércio.
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