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Emergência no Pantanal: queimadas aumentam 898% - e vai piorar

Nos primeiros cinco meses de 2024, o Pantanal já acumula 880 focos de queimadas

5 jun 2024 - 06h55
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Resumo
O Pantanal, a Amazônia e o Cerrado enfrentam alarmantes aumentos nas queimadas de janeiro a maio deste ano, 264% no Pantanal, 107% na Amazônia e 37% no Cerrado em comparação ao mesmo período no ano anterior. O governo de MS decretou situação de emergência ambiental e a ANA avaliou a região em situação de seca e escassez hídrica iminente.
Emergência no Pantanal: queimadas aumentam 898% - e vai piorar:

De janeiro a maio deste ano, o Pantanal teve um aumento alarmante de 898% de queimadas em comparação ao mesmo período de 2023. O número é 253% maior que a média dos três anos anteriores (2021 a 2023). Segundo dados do Programa Queimadas do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o acumulado deste ano é o segundo maior nos últimos 15 anos, informa o Campo Grande News.

“Em 2020, tivemos aquele fogo catastrófico e as análises atuais mostram que os números de 2024 estão muito parecidos com os que tínhamos naquele ano. Felizmente, todos os setores e a sociedade pantaneira estão alertas porque têm consciência de que se nada for feito, há possibilidade da repetição de grandes incêndios. É preciso atuar rapidamente reforçando as brigadas e contando com o apoio das comunidades locais para evitar uma catástrofe”, afirmou Cyntia Santos, analista de conservação do WWF-Brasil.

O Serviço Geológico Brasileiro reportou que o Rio Paraguai, principal da região, apresenta os menores níveis históricos. Em Porto Murtinho, por exemplo, a altura do rio se manteve abaixo de 250 cm desde o início do ano, enquanto a altura normal costuma ser entre 250 e 550 cm no período.

Com base nesses dados alarmantes, o governo do Mato Grosso do Sul decretou situação de emergência ambiental no dia 9 de abril, por 180 dias. No início de maio, a ANA (Agência Nacional de Águas) avaliou que os estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso já estavam em situação de seca, declarando situação de escassez hídrica iminente na região devido à falta de chuvas e temperaturas acima da média histórica na Bacia do Alto Paraguai.

Amazônia e Cerrado também enfrentam aumentos significativos nas queimadas. Na Amazônia, foram registrados 10.647 focos entre janeiro e maio de 2024, um aumento de 107% em comparação aos cinco primeiros meses de 2023 (5.103 focos) e um número 131% superior à média dos três anos anteriores (4.580 focos). Roraima e Mato Grosso concentram as queimadas na Amazônia em 2024, com 43% (4.623 focos) e 36% (3.829 focos) do total, respectivamente. O Pará responde por 12% (1.269 focos). Em maio, foram registrados 1.670 focos na Amazônia, sendo quase 78% em Mato Grosso (1.309).

No Cerrado, foram registrados 8.012 focos nos primeiros cinco meses do ano, um aumento de 37% em comparação ao mesmo período em 2023 (5.850 focos) e 35% superior à média dos três anos anteriores (5.956 focos). Daniel Silva, especialista em conservação do WWF-Brasil, destacou a interdependência dos biomas brasileiros e a necessidade de políticas consistentes para sua conservação.

Assista ao vídeo com o comentário de André Forastieri.

(*) André Forastieri é jornalista e empreendedor, fundador de Homework e da agência de conteúdo e conexão Compasso, e mentor de profissionais e executivos. Saiba mais em andreforastieri.com.br

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