Em apenas um dia, mais de 130 pinguins são encontrados sem vida em praia de Santa Catarina
Pinguins-de-magalhães deixam suas colônias na Patagônia em busca de águas mais quentes no litoral brasileiro
Mais de 130 pinguins-de-magalhães foram encontrados mortos em Florianópolis, SC, devido a fatores como inexperiência dos jovens, desorientação e interações humanas não intencionais.
A equipe do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), da Associação R3 Animal, encontrou na última quarta-feira, 20, 136 pinguins-de-magalhães mortos na Praia de Jurerê, em Florianópolis (SC).
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“Todos os animais já estavam sem vida no momento do registro e em avançado estágio de decomposição, o que impossibilita investigar a causa exata da morte”, afirmou Tiago Lisboa, técnico de monitoramento do projeto e responsável pelo recolhimento dos animais.
Segundo a equipe da R3 Animal, o fenômeno ocorre todos os anos, durante o inverno, por conta do alto número de pinguins-de-magalhães que atingem o litoral catarinense. No entanto, a maioria desses animais são encontrados sem vida.
"Nesta época, os pinguins-de-magalhães migram de suas colônias na Patagônia Argentina em busca de águas mais quentes e alimentos e acabam atingindo a costa brasileira. É comum também encontrar indivíduos com interações antrópicas não intencionais como redes de pesca", disse a organização não-governamental.
De acordo com o projeto, as mortalidades costumam atingir os pinguins mais jovens, que se perdem do bando devido à falta de experiência. Por não conseguirem encontrar alimento, eles acabam encalhados e debilitados nas praias. Entre os sintomas que eles apresentam, estão sinais de afogamento e hipotermia.
Até o dia 20 de agosto deste ano, as praias de Florianópolis registraram a presença de 1.132 pinguins-de-magalhães, mas somente 79 estavam vivos no momento do resgate. Os animais foram encaminhados ao Centro de Reabilitação da R3 Animal.
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