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Em 1852, topógrafos descobriram que o Everest media exatos 29.000 pés. Eles acharam a cifra mentirosa e inventaram mais dois

Para a equipe que mediu a maior montanha do mundo, a ciência não bastava ser rigorosa... ela também precisava parecer rigorosa.

7 jun 2026 - 17h39
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Pessoas escalando o Everest
Pessoas escalando o Everest
Foto: Imagens | Michael Clarke (Unsplash) / Xataka

Existe um ditado antigo que diz: "À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta". Na ciência do século XIX, a lógica era parecida. Quando um grupo de pesquisadores britânicos terminou de medir o Monte Everest, os cálculos matemáticos cravaram uma altitude exata: 29.000 pés (8.839 metros).

O problema? A cifra era tão "perfeita" e redonda que parecia um chute preguiçoso, e não o resultado de anos de trabalho duro. Para evitar que as pessoas duvidassem da seriedade do estudo, a equipe tomou uma decisão curiosa: inventou dois pés extras de brinde, publicando que o topo estava a 29.002 pés.

Uma missão cheia de obstáculos

Hoje em dia, os satélites e o GPS fazem o trabalho pesado, mas medir o tamanho de uma montanha no século XIX era um pesadelo logístico. Os cientistas da época usavam a técnica da triangulação matemática para calcular distâncias e ângulos no terreno. 

Na década de 1850, uma equipe liderada pelo topógrafo George Everest montou acampamento na fronteira entre a Índia e o Nepal para mapear o até então chamado "Pico XV". O matemático indiano Radhnath Sikdar foi o grande cérebro por trás das contas e, em 1852, eles conseguiram confirmar que aquela era a montanha mais alta do planeta. 

Ciência vs. aparência

Documentos históricos e cartas da área de estatística confirmam a história do "ajuste": a média exata obtida nas medições feitas em seis pontos diferentes deu precisamente 29.000 pés. 

Com medo de que a comunidade científica achasse que ...

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