Costumava-se pensar que o Peru detinha o recorde das múmias mais antigas, datadas de 7 mil anos atrás; uma descoberta na Ásia praticamente dobra esse número
A descoberta de 54 sepultamentos no Sudeste Asiático sugere que a mumificação era praticada muito antes do que se pensava anteriormente
Brendan Fraser enfrentando Imhotep, Lara Croft desviando de armadilhas antigas, Indiana Jones fugindo de uma enorme pedra esférica... Quando pensamos em múmias e tumbas antigas, nossa mente vai direto para o Egito. E com razão: o país serviu de cenário para grandes filmes e videogames.
Mas e se disséssemos que a mumificação já era praticada em outro continente muito antes de as pirâmides serem construídas? Fique por aqui e eu conto tudo sobre isso.
Como noticiado pelo Xataka, um estudo publicado na PNAS há alguns meses aponta que as evidências mais antigas dessa prática — que é tão intrigante quanto fértil para histórias de terror — remontam a um local a milhares de quilômetros de distância e a uma época vários milênios anterior ao que se pensava.
Restos mortais encontrados no sul da China e em várias partes do Sudeste Asiático sugerem que comunidades de caçadores-coletores preservavam seus mortos utilizando fumaça há cerca de 12 mil anos.
O recorde da mumificação deliberada mais antiga
Vale ressaltar que, antes deste estudo, o recorde de mumificação deliberada mais antiga pertencia aos Chinchorro — uma cultura do litoral do sul do Peru e do norte do Chile que mumificava seus mortos há cerca de 7 mil anos. Ou seja, muito antes de os egípcios desenvolverem suas técnicas de mumificação artificial durante o Império Antigo e conquistarem a fama eterna.
No entanto, um grupo de pesquisadores afirma agora ter encontrado evidências que situam essa prática em um período muito anterior e em ...
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