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VAR na F1? O que pode acontecer na temporada 2022

Na esteira das conclusões da investigação do que aconteceu nas últimas voltas em Abu Dhabi, a FIA planeja mudanças na Direção de Prova

15 fev 2022 - 14h56
(atualizado às 15h22)
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Sala de Controle da Direção de Prova no GP da Austrália. A ideia é ter a mesma estrutura remotamente
Sala de Controle da Direção de Prova no GP da Austrália. A ideia é ter a mesma estrutura remotamente
Foto: sbgsportssoftware.com

Para muita gente, o GP de Abu Dhabi de 2021 ainda não terminou. Basta observar nas redes sociais que este é um assunto que ainda dá muita discussão. A maior prova foi a publicação alguns dias de áudio trocado entre o Diretor Esportivo da Red Bull e o Diretor de Prova, Michael Masi. Não foi necessariamente algo novo, mas serviu para atiçar o grande público.

A FIA deu início a um processo amplo de consulta e investigação sobre o que aconteceu nas voltas finais. O objetivo é entender tudo e propor modificações nas regras para evitar que haja repetição de todo o ocorrido. A Comissão de F1 se reuniu na última segunda, dia 14, para apresentar as conclusões. Nada vazou, mas o Presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, prometeu “mudanças estruturais”.

Uma solução que se discute e se dá como certa, independente da troca do Diretor de Prova (se houver), seria a criação de uma espécie de posto de controle remoto, fora do circuito, no prédio da FIA em Genebra (Suiça). Lá haveria também um Diretor de Prova juntamente com outros técnicos. Este grupo só teria contato com o time de pista, com acesso a todas as imagens e dados.

Este desenho se assemelha muito ao que vemos mais recentemente no futebol com o VAR. O árbitro de campo tem a prioridade, mas o árbitro de vídeo pode convocar para certos lances e auxiliar em marcações. Principalmente aqui no Brasil, temos visto muita confusão com este instrumento...

A imagem que ilustra esta coluna mostra como é o local onde o Diretor de Prova e os Comissários ficam e dá um pouco da noção do que existe a disposição para análise: várias imagens e dados. A preocupação da FIA é dar mais apoio ao Diretor de Prova, não o deixar tão “solitário” na hora das decisões. Uma ação de “blindagem” é a proibição de comunicação entre as equipes e a direção. E o fato de ter um grupo “fora da área” pode dar o distanciamento necessário para apoiar as decisões. As próprias equipes usam este mesmo esquema, com uma “equipe de estratégia” na fábrica apoiando os boxes.

Para ocupar este posto de “Diretor Remoto”, voltaram a surgir o nome do português Eduardo Parente, Diretor de Provas do WEC e do alemão Niels Wittich, que estava no DTM e este ano se junta ao esquema da F1 como Diretor de Provas da F2 e F3. Inclusive, são dois nomes citados aqui neste espaço alguns dias atrás (ver aqui).

Ben Sulayem promete o anúncio das mudanças para os próximos dias. Vejamos se esta realmente estará incluída no pacote e se não entra na linha do famoso “muda tudo para continuar a mesma coisa”. Pelo menos, não se acusará a FIA de omissa.  

Parabólica
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