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Muitas batidas e marretadas - Especial Nascar - parte 2

Seguimos explicando as características da Nascar, a principal categoria do automobilismo americano

20 abr 2021 14h21
| atualizado em 21/4/2021 às 11h58
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Denny Hamlin (esq.) e Martin Truex Jr correm pela equipe Joe Gibbs, mas na Nascar não existe jogo de equipe.
Denny Hamlin (esq.) e Martin Truex Jr correm pela equipe Joe Gibbs, mas na Nascar não existe jogo de equipe.
Foto: Divulgação

Conforme adiantamos na primeira parte deste especial, os carros da Nascar não possuem recursos eletrônicos como limitador de velocidade, asas móveis, potência extra para ultrapassagens muito menos alguma forma de intervenção eletrônica nos carros à distância. Além disso, também há restrições ao uso de apêndices aerodinâmicos nas carrocerias (aerofólios, spoilers etc.).

Assim, cabe ao piloto mostrar talento nas ultrapassagens e cuidado na hora de reabastecer e trocar pneus, pois há restrição de velocidade nos pits. É o chamado “automobilismo raiz” e uma das características que mais chama a atenção na categoria é o fato de as rodas dos carros serem fixadas por cinco porcas, em vez de uma central, como nas demais categorias (a partir da temporada 2022, a Cup Series vai adotar o sistema de uma porca, para tristeza de muitos fãs).

Ainda sobre os pit-stops, outra característica da Nascar – por conta dos contatos ocorridos na pista – são os reparos que as equipes fazem nos carros. Em quase toda corrida pelo menos um carro termina com alguma parte amassada, remendada com fita adesiva ou, pior, retirada. Assim, vale tudo para voltar à pista: martelo, marreta, serra e até taco de beisebol são usados com frequência durante as paradas.

Macaco do tipo jacaré, rodas com várias porcas, abastecimento por gravidade... na Nascar, menos é mais.
Macaco do tipo jacaré, rodas com várias porcas, abastecimento por gravidade... na Nascar, menos é mais.
Foto: Divulgação

Enquanto o piloto tiver condição de correr, ele permanece na pista. Há uma regra, porém, que limita o tempo do reparo: se os mecânicos não conseguirem consertar o carro em 5 minutos, o competidor é obrigado a abandonar a prova.

Também é fato que a categoria privilegia os circuitos ovais. Tanto que das 36 etapas do calendário, apenas três (Circuit of the Americas, Sonoma e Watkins Glen) são disputadas em traçados mistos. Mas, ao contrário do que alguns pensam, correr em ovais não é nada fácil. Basta imaginar o que é estar a cerca de 300 km/h com vários rivais lado a lado disputando posição. Isso nos leva a outra característica das provas da Nascar: os acidentes.

Na Nascar, é comum os carros “encostarem” ou até mesmo trocarem “empurrões” durante as corridas. Mas, como a pressão aerodinâmica em altas velocidades nos circuitos ovais é muito grande, basta uma pequena turbulência para provocar a perda de controle do carro e uma sequência de acidentes. Os maiores, inclusive, são conhecidos como “big ones” e são frequentes nos traçados de altíssima velocidade (superspeedways), como o de Talladega, o maior da categoria, que recebe a 10ª etapa do campeonato neste fim de semana.

Neste caso, nem serras, nem marretas conseguiram fazer com que Aric Almirola voltasse à corrida.
Neste caso, nem serras, nem marretas conseguiram fazer com que Aric Almirola voltasse à corrida.
Foto: Divulgação

Fique ligado, pois os canais Fox Sports devem transmitir as provas da Xfinity Series no sábado e da Cup Series no domingo. Na última parte deste especial, vamos explicar como funcionam os playoffs, a série de corridas que define o campeão da temporada. Não perca! 

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