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Mazepin: ruim a bordo de um F1, muito pior fora dele

A estreia do russo Mazepin na F1 foi desastrosa, para satisfação de boa parte da audiência. Mas ele tem vaga garantida

11 abr 2021
19h44 atualizado em 12/4/2021 às 19h03
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19h44 atualizado em 12/4/2021 às 19h03
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Mazepin, o novato que deve muito mais do que desculpas ao público
Mazepin, o novato que deve muito mais do que desculpas ao público
Foto: Haas F1 Team / Twitter

Torcedores, como se sabe, são completamente passionais em sua maioria, e os brasileiros não são exceção. Na falta de um compatriota para ostentar a bandeira nacional na Fórmula 1 atual, o negócio é procurar algum piloto com quem a torcida se identifique – seja qual for o motivo. Hamilton, Verstappen, Vettel, Alonso, Leclerc... candidatos não faltam. Mas, ao mesmo tempo em que os fãs adoram adorar (perdão pelo pleonasmo), eles também adoram destestar, e o principal alvo da ira nesta temporada é o estreante russo Nikita Mazepin.

Como todos devem saber a esta altura, o jovem conterrâneo de Vladimir Putin se envolveu em um escândalo no fim do ano passado, quando publicou um vídeo em suas redes sociais no qual exibia sua tentativa (repelida) de tentar colocar a mão dentro da blusa de uma jovem. Nikita Mazepin – que já havia se envolvido em polêmicas em sua trajetória como piloto – pediu desculpas, mas de modo pouco (ou quase nada) convincente. Da mesma forma, equipe e até a direção da categoria procuraram botar panos quentes no episódio. Mas os torcedores não esquecem, e o desempenho pífio do russo na primeira etapa do campeonato (rodou logo no início da sessão classificatória e na corrida) deu alguma sensação de justiça aos fãs da categoria, como pôde ser visto, principalmente nas redes sociais.

Entre os brasileiros, houve muita gente que comemorou a estreia ruim de Mazepin, vislumbrando uma oportunidade para Pietro Fittipaldi (piloto reserva) na equipe. Mas, para estes, é preciso lembrar que o pai de Mazepin injeta 35 milhões de euros na equipe – que até mudou de nome por conta do patrocínio. Ou seja, o piloto russo comprou seu lugar no time e, a não ser que Mazepin-pai desista de botar dinheiro na Haas, ou que ocorra algum imprevisto, o neto de Emerson vai continuar “esquentando o banco de reservas” – como se diz no futebol.

Trabalho da Haas no carro do "intocável" Mazepin.
Trabalho da Haas no carro do "intocável" Mazepin.
Foto: Haas F1 Team / Twitter

Por mais contraditório que possa parecer, a permanência de Mazepin na F1 pode ser interessante para a categoria, seguindo a máxima do “falem bem, falem mal, mas falem de mim” (mesmo que essa estratégia seja muito questionável). Além disso, para o plano dar certo, vai ser preciso que o russo ao menos cumpra o seu papel e demonstre que é capaz de, pelo menos, levar o carro até o fim da corrida para “disputar” com o canadense Nicolas Latifi, da Williams, o status nada elogiável de pior piloto da categoria. Pelo que fez na pista (e principalmente fora dela), Mazepin está vencendo com folga.

Nota do autor: Agradeço as críticas com relação ao título anterio deste texto, que foi modificado por conta disso. Reconheço que fui infeliz na escolha das palavras e peço desculpas pelo erro. Prometo ter mais atenção daqui por diante.

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