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Jean Todt sobre F1 sprint: “treino livre não faz sentido”

Jean Todt, presidente da FIA, levantou dúvidas quanto à utilidade de treino livre em fins de semana sprint. Ricciardo também faz críticas

14 set 2021 23h30
| atualizado em 15/9/2021 às 05h15
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Largada da sprint em Monza.
Largada da sprint em Monza.
Foto: FIA / Twitter

A temporada de 2021 da Fórmula 1 está servindo de laboratório para um novo formato de fim de semana de atividades, em que o grid da corrida de domingo é definido em uma mini corrida no sábado. A tradicional sessão de classificação passa a ser realizada na sexta-feira, e o dono do melhor tempo de volta no Q3 deixa de receber o status de pole position. O GP da Itália, realizado no último final de semana, foi apenas a segunda vez que a chamada corrida “sprint” foi realizada. Mas, mesmo tão recente, o formato já começa a receber críticas. 

Em Monza, quem levantou dúvidas sobre o modelo foi ninguém menos que Jean Todt, o presidente da FIA. Seu incômodo não é tanto com a forma de definição do grid, mas com o segundo treino livre, que passa a ser realizado no sábado de manhã, entre a classificação e a corrida sprint. 

“Por enquanto, esse formato tem me deixado um pouco perplexo sobre o que acontece no sábado de manhã”, disse Todt, se referindo justamente a tal sessão. “Essa hora de treino livre não é compreensível para o púbico ou para a mídia. Só é do interesse das equipes para coleta de informações, como desgaste de pneus, por exemplo. Por esse ponto de vista, ele [o treino livre] não faz sentido”. 

O fato de as equipes poderem coletar informações demais já sabendo suas posições de largada na sprint pode fazer com que as estratégias fiquem muito bem desenhadas, tirando um pouco da ação da corrida. Outro que concorda com essa visão e pôs em dúvida a utilidade dessa sessão é Daniel Ricciardo, piloto da McLaren e vencedor do GP da Itália. 

À Autosport, ele afirmou: “acho que, na verdade, nós aprendemos demais nesse treino livre, e as corridas ficam um pouco previsíveis”. Para o piloto australiano, algo precisa ser ajustado: “sei que tem o tempo de TV e tudo mais, mas acho que, em termos de qualidade da corrida, o segundo treino livre pode prejudicar um pouco, porque a gente ganha conhecimento demais, então talvez tenham que mudar algo.” 

Stefano Domenicali, ex chefe da Ferrari e atual CEO da Fórmula 1, se mostrou mais empolgado com o formato e mencionou a possibilidade de realizar um terço das etapas do ano que vem nesse modelo. Todt, por sua vez, é mais cauteloso, e prefere esperar a resposta do público e das equipes antes de cravar o futuro da sprint. “No momento, não há nada decidido. Vamos ver as reações que vamos coletar depois das experiências em Monza e Interlagos”, afirmou o líder da FIA. 

A próxima etapa da Fórmula 1 será em Sochi, na Rússia, com corrida marcada para o dia 26 de setembro. Já o modelo sprint volta apenas no GP de São Paulo, conforme antecipado pela declaração de Jean Todt. A tradicional prova brasileira acontecerá dentro de dois meses, no fim de semana de 12 a 14 de novembro.

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