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China 2005: 11 despedidas da F1 que marcaram a corrida

O GP da China de 2005 marcou o final de várias equipes, despedidas de pilotos e também parcerias de motores da categoria

17 out 2021 00h33
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Na F1 é muito comum se ter fim de ciclos, sejam eles entre pilotos e equipes, parceria de motores ou até equipes se despedindo da categoria. O GP da China de 2005 marcou vários deles. A corrida foi vencida por Fernando Alonso, que já era campeão com duas corridas de antecedência, mas o resultado garantiu os construtores para a Renault em cima da McLaren, mas o que marcou a prova de verdade foi o fim de várias parcerias. Listamos aqui todas elas:

Christijan Albers com a Minardi PS05 no GP do Canadá
Christijan Albers com a Minardi PS05 no GP do Canadá
Foto: Wikipedia Commons

1 - Minardi

A Minardi foi uma das equipes mais simpáticas da história. Com sede e Faença, na Itália, a escuderia foi fundada por Giancarlo Minardi e entrou na F1 em 1985, conseguindo se manter no grid por muito tempo com baixos orçamentos e ficando muitas vezes em último no campeonato, porém era um time muito bem visto no paddock e pelos fãs.

Em sua fase final, foi vendida para o australiano Paul Stoddart, mas mesmo assim não foi o suficiente. Em setembro de 2005, foi anunciada a venda da equipe para Dietrich Mateschitz, fundador da Red Bull. A partir de 2006 se tornou a Scuderia Toro Rosso, o time que hoje se chama AlphaTauri.

Tiago Monteiro com a  Jordan EJ15 no GP do Canadá
Tiago Monteiro com a Jordan EJ15 no GP do Canadá
Foto: Wikipedia Commons

2 - Jordan

A equipe do irlandês Eddie Jordan veio para a F1 em 1991, marcando a categoria principalmente pela sua pintura amarela, a partir de 1997. A equipe chegou a disputar o título de 1999, com Heinz-Harald Frentzen, chegando em terceiro nos construtores. Mas depois disso começou a decair.

Antes da temporada de 2005 começar, a Jordan foi vendida para o Midland Group, após duas temporadas à frente apenas da Minardi, mas a equipe manteria o mesmo nome até o final da temporada, mudando apenas no ano seguinte para Midland. A sua atual estrutura hoje é da Aston Martin.

Jenson Button com a BAR 008 no GP da China
Jenson Button com a BAR 008 no GP da China
Foto: Tinou Bao / Wikipedia Commons

3 - BAR

A BAR foi fundada em 1999, após o grupo British American Tobacco comprar a Tyrrell. A partir de 2000, a equipe fez uma parceria com a Honda que estava dando bons resultados, em 2004, mesmo sem nenhuma vitória, Jenson Button foi o terceiro colocado no campeonato, atrás apenas dos dominantes carros da Ferrari. Conseguindo o vice-campeonato no campeonato de construtores.

Em 2005, as coisas não estavam indo tão bem como no ano anterior, a equipe conquistou apenas um sexto lugar, mas isso nem afetou a questão da venda. Em Outubro, a Honda anunciou a compra do time, visto que a partir de 2007, as equipes não poderiam mais expor marcas tabagistas, a BAT resolveu vendê-la, ainda mantendo o patrocínio da marca Lucky Strike para 2006. Atualmente sua estrutura é da equipe Mercedes.

Nick Heidfeld com a Williams FW27 no GP de San Marino
Nick Heidfeld com a Williams FW27 no GP de San Marino
Foto: Alexandre López / Wikipedia Commons

4 - Williams-BMW

A Williams é uma das equipes mais tradicionais da F1. Em 2000, a BMW iniciou uma parceria de fornecimento que pretendia colocar a equipe de novo nas brigas pelo título. Em 2003 isso realmente aconteceu, com Juan Pablo Montoya lutando pelo título até a penúltima etapa, chegando a ficar a apenas um ponto da liderança com três etapas para o final do campeonato.

A partir de 2004, BMW e WIlliams começaram a se desentender, a montadora alemã queria comprar parte da equipe, mas seus fundadores, Frank Williams e Patrick Head, recusaram. A partir deste ponto começou o jogo de acusações entre os dois lados para o projeto não está mais dando resultado. Isso resultou com a BMW comprando a Sauber em 2005 e encerrando a parceria. Desde então, a Williams nunca mais teve uma parceria com montadora.

Jacques Villeneuve com a Sauber C24 no GP do Canadá
Jacques Villeneuve com a Sauber C24 no GP do Canadá
Foto: Wikipedia Commons

5 - Motores Petronas

Entre 1997 e 2005, a equipe Sauber fez uma parceria de motores com a petrolífera malaia Petronas, a empresa comprava motores antigos da Ferrari, com as configurações do ano anterior e preparava para a Sauber. Como já dito no caso da BMW Williams, a Sauber foi vendida para a montadora alemã em 2005. O que fez com que a Petronas se mantivesse apenas como fornecedora de combustível e lubrificantes.

David Coulthard com a Red Bull RB1 no GP do Canadá
David Coulthard com a Red Bull RB1 no GP do Canadá
Foto: Mark McArdle / Wikipedia Commons

6 - Red Bull Racing-Cosworth

A Red Bull Racing entrou na F1 em 2005, assumindo a estrutura da Jaguar Racing, e manteve os motores Cosworth. Mas a partir de 2006, almejava melhores condições, assinando um contrato com a Ferrari para fornecimento de motores. Isso marcou o final da parceria dos taurinos com a tradicional Cosworth.

Pedro de la Rosa com a McLaren MP4/20 no GP do Canadá
Pedro de la Rosa com a McLaren MP4/20 no GP do Canadá
Foto: Wikipedia Commons

7 - Pintura West na McLaren

A McLaren, a partir de 1997, assinou uma parceria com a marca alemã de cigarros West, o carro ganhou tons de preto e uma pintura bem característica. Em Julho de 2005, a empresa anunciou o rompimento do contrato, por conta das restrições de propaganda imposta dentro da União Europeia. A McLaren ainda manteve a pintura até o final da temporada, sendo sua última aparição no GP da China. A partir de 2006, a McLaren adotou uma pintura prata, por conta da sua parceria de motores na época, a Mercedes-Benz.

Rubens Barrichello com a Ferrari F2005 no GP dos Estados Unidos
Rubens Barrichello com a Ferrari F2005 no GP dos Estados Unidos
Foto: Dan Smith / Wikipedia Commons

8 - Rubens Barrichello na Ferrari

O brasileiro Rubens Barrichello fez seis temporadas pela Ferrari, tendo contrato até 2006. Porém, no meio da temporada de 2005, anunciou que iria para a então BAR, que viria a se tornar Honda no ano seguinte. Barrichello conquistou 9 vitórias e 2 vice-campeonatos (2002 e 2004) pela equipe, além de ajudar a equipe a vencer cinco títulos de construtores (2000-2004).

Felipe Massa com a Sauber C24 no GP do Canadá
Felipe Massa com a Sauber C24 no GP do Canadá
Foto: Wikipedia Commons

9 - Felipe Massa na Sauber

O brasileiro Felipe Massa era piloto da Ferrari desde 2001, quando assinou um contrato, e foi o primeiro a ter um apoio oficial da fábrica. Em 2002, ele assinou com a Sauber. Em 2003, acabou saindo da equipe e virando piloto de testes da Ferrari. Em 2004, ele voltou para a equipe e se manteve até 2005. Com o anúncio que o compatriota iria sair da equipe, Felipe Massa foi anunciado para o ano seguinte.

Takuma Sato com a BAR 006 no GP da Grã-Bretanha
Takuma Sato com a BAR 006 no GP da Grã-Bretanha
Foto: Kevin Smith / Wikipedia Commons

10 - Takuma Sato na BAR

Takuma Sato foi o outro lado da moeda com Rubens Barrichello, com a vinda do brasileiro, a BAR acabou dispensando o piloto. A equipe que, como já mostrado, iria se tornar Honda em 2006. Mas isso não impediu que Sato continuasse. A própria Honda conseguiu uma vaga para seu piloto na Super Aguri, um time japonês que iria entrar a partir de 2006, também com apoio da Honda.

A Williams FW27, o carro que Pizzonia pilotou em 2005
A Williams FW27, o carro que Pizzonia pilotou em 2005
Foto: David Merrett / Wikipedia Commons

11 - Antonio Pizzonia

O brasileiro foi uma grande promessa brasileira para a F1. Em 2003, entrou na equipe Jaguar, mas acabou sendo dispensado no meio da temporada. Em 2004, ele voltou para a Williams, novamente como piloto de testes, como era em 2002. Mas uma oportunidade surgiu logo em 2004, com o grave acidente de Ralf Schumacher no GP dos EUA, Marc Gene virou o substituto.

Porém, a partir do GP da Alemanha, ele deu lugar para Pizzonia que teve quatro corridas para mostrar serviço, foram três vezes no sétimo lugar, e um abandono, esse muito duro, no GP da Bélgica, já que o brasileiro estava em terceiro lugar no momento que seu carro quebrou.

Pizzonia chegou a ser cotado para ser piloto titular para 2005, porém perdeu a vaga para Nick Heidfeld, piloto apoiado pela BMW. Mas até devido às pressões no final daquela temporada entre a montadora e a equipe, Heidfeld acabou sendo dispensado e Pizzonia assumiu a vaga, para as últimas cinco corridas. Em 2006, ele seria substituído por Nico Rosberg, piloto campeão da GP2 (equivalente a F2 atual) e nunca mais teve chances na categoria.

 

Parabólica
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