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Carreira

Mini CEOs: adolescentes buscam formação empreendedora antes de escolher sua profissão

5 jan 2026 - 17h46
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Uma nova geração de adolescentes está redesenhando o conceito tradicional de planejamento de carreira. Antes mesmo de decidir qual curso universitário seguir ou qual profissão abraçar, jovens entre 14 e 18 anos já buscam cursos de empreendedorismo, mentorias empresariais e experiências práticas no mundo dos negócios. Este fenômeno, que tem se intensificado nos últimos anos, revela uma mudança profunda na forma como a juventude contemporânea enxerga o futuro profissional e o próprio conceito de trabalho.

A ascensão dos "mini CEOs" não é um capricho passageiro. Trata-se de uma resposta consciente a um mercado de trabalho em transformação acelerada, onde a estabilidade da carreira tradicional deixou de ser uma garantia. Esses adolescentes observam seus pais navegando por demissões corporativas, assistem a empresas centenárias fechando as portas e veem startups criadas por jovens alcançando valuations bilionárias em poucos anos. A conclusão a que chegam é clara: ser funcionário é uma opção, não o único caminho.

O acesso sem precedentes à informação e aos modelos de sucesso empreendedor alimenta essa busca precoce. Através das redes sociais, esses jovens acompanham a rotina de empreendedores de sucesso, absorvem conteúdos sobre gestão, marketing e vendas, e observam pessoas da mesma idade ou pouco mais velhas construindo negócios rentáveis. A figura do empreendedor deixou de ser distante e inatingível para se tornar um modelo tangível e inspirador. Plataformas como YouTube, Instagram e TikTok democratizaram o conhecimento empresarial que antes estava restrito a escolas de negócios e executivos experientes.

A educação formal também tem contribuído para essa tendência, ainda que involuntariamente. Muitos adolescentes sentem que o ensino médio tradicional não os prepara adequadamente para os desafios do mundo real. Enquanto estudam trigonometria e conjugações verbais, questionam quando aprenderão sobre finanças pessoais, negociação, liderança ou resolução de problemas complexos. A formação empreendedora surge como uma resposta a essa lacuna, oferecendo habilidades práticas e aplicáveis que complementam o currículo escolar convencional.

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