Volkswagen T-Cross: um ano de vendas e pronto para liderar
O primeiro SUV produzido pela Volks no Brasil já passou de 80 mil unidades. A próxima missão é ser líder, mas conseguirá superar os rivais?
Faz um ano que o T-Cross chegou ao mercado brasileiro. Ele marcou a estreia da Volkswagen no segmento de SUVs compactos. É também o primeiro carro desse segmento a ser fabricado no Brasil pela montadora alemã. Mecanicamente, ele não chegou a ser uma novidade, pois herdou o bom conjunto motor/câmbio dos irmãos Polo e Virtus, além de dar continuidade à ótima fase da marca em aspectos de segurança e conectividade. O T-Cross, todavia, trouxe uma dirigibilidade um pouco superior ao que havia no nicho dos SUVs compactos, por usar a mesma plataforma modular MQB da dupla Polo/Virtus.
O sucesso do T-Cross no mercado de SUVs está exatamente no fato de que ele não é um SUV raiz. Bem longe disso. O carro traz muito mais um conceito de hatchback elevado e traduz isso em ótima dirigibilidade. É um carro prático para usar no dia-a-dia da cidade, por não ser muito alto nem muito grande, e muito confiável na estrada, por oferecer boa estabilidade, conforto a bordo, conectividade up-to-date e segurança acima da média.
Um ano de sucesso é pouco para o Volkswagen T-Cross. Ele pode ir além e ser líder do mercado de SUVs. Ao longo dos últimos 12 meses, ele foi superando um a um seus adversários. Agora falta o Jeep Renegade. Ao iniciar a quarta semana de abril, o T-Cross está 968 carros atrás do Renegade. São 14.535 vendas para o Jeep contra 13.567 para o Volkswagen. Em abril, com vendas baixíssimas para todos os carros, o T-Cross bate o Renegade por 439 a 365. Segundo a Volkswagen, mais de 80 mil unidades do T-Cross foram produzidas em São José dos Pinhais (PR), sendo 50 mil destinadas ao mercado brasileiro e as outras 30 mil para exportação. Quase 23 mil T-Cross já foram vendidos em países da América Latina.
Mas o T-Cross enfrentará um rival em breve. E ele se chama Nivus. O futuro SUV cupê da Volkswagen terá preço, design e tecnologia para brigar com o próprio T-Cross pela liderança do mercado. É possível que haja uma canibalização, fortalecendo a marca como um todo, mas prejudicando as vendas do T-Cross, que tem preços salgados para muitos consumidores. A Volkswagen investiu R$ 2 bilhões para o desenvolvimento e produção do T‑Cross, sendo R$ 600 milhões utilizados para o desenvolvimento, testes e validação do carro e R$ 1,4 bilhão para ampliação e modernização da fábrica paranaense. Ela adota inovações da chamada Indústria 4.0. Veja a seguir um informe feito pela própria Volkswagen sobre os motivos que levaram o T-Cross a fazer tanto sucesso em um ano de mercado.
1º carro conectado da América Latina - Os veículos baseados na Estratégia Modular MQB proporcionam o que há de mais avançado em termos de design, inovação, alta performance e segurança. Esse avanço permite ao T‑Cross oferecer benefícios de categorias superiores para o segmento de SUVs compactos. Um exemplo é o VW Connect, primeira plataforma digital que conecta as principais informações do veículo em um aplicativo. O T‑Cross também inovou com o “Manual Cognitivo”, que utiliza o sistema IBM Watson para responder aos motoristas questões sobre o veículo, incluindo informações contidas no manual do carro. Tudo isso fez do T‑Cross o primeiro carro conectado da América Latina.
Experiência totalmente digital - O Brasil foi o primeiro mercado a implementar a Concessionária Digital Volkswagen, um conceito totalmente inovador de venda de automóveis. Equipadas com ferramentas digitais – como tela touch e óculos de realidade virtual –, elas proporcionam uma nova experiência do cliente com a marca. Em linha com a nova VW, o projeto é voltado a um novo perfil de consumidor, que busca tecnologia, sofisticação, design e conectividade. Com os óculos de realidade virtual, os clientes podem ‘entrar’ nos veículos do portfólio VW. Por meio de totens, os clientes pesquisam detalhes e diferenciais dos veículos, condições de compra e financiamento. Uma experiência totalmente nova e digital.
O cliente pede, a VW atende - No T‑Cross 2020/2020, a estrutura de oferta das versões 200 TSI, Comfortline 200 TSI e Highline 250 TSI ficou mais enxuta e atraente. A maior parte dos itens passou a ser de série, e não mais opcionais. Essa redução de configurações e otimização de processos é uma meta da Volkswagen, para entregar versões cada vez mais completas para os clientes, sem abrir mão de itens de tecnologia, segurança, conforto e eficiência energética. O T‑Cross Comfortline 200 TSI, por exemplo, passou a ser equipado de série com algumas exclusividades do segmento, como o painel digital (Active Info Display) de 10,25’’. Com isso, o T‑Cross oferece uma relação custo-benefício ainda melhor.
Design marcante - O design do T‑Cross também merece atenção. Faróis com luz de condução diurna e lanternas traseiras, todos em LED, junto aos acentuados vincos da lataria e opcional teto solar panorâmico, trazem à tona o ar de arrojado, potente e moderno dos novos Volkswagen. Além da marcante cor exclusiva, o Bronze Namíbia, o modelo também está disponível em mais 7 cores, além das possíveis combinações em dual color, com o teto em uma cor e o restante do carro em outra, o que acrescenta em sofisticação.
Segurança e conforto - O T‑Cross, que é cinco estrelas no Latin NCAP, programa que avalia a segurança dos automóveis, também conta com uma série de diferenciais que, além de garantir a segurança dos passageiros, trazem extremo conforto e dirigibilidade para o cliente. Alguns destes itens exclusivos são o XDS+ (sistema de bloqueio eletrônico do diferencial), que permite uma melhor distribuição da tração nas quatro rodas, o que previne, por exemplo, acidentes em curva; o ESC (controle eletrônico de estabilidade) com sistema de frenagem automática pós-colisão, que evita a perda de estabilidade direcional em curvas ou mudanças repentinas de direção; sensores dianteiros e traseiros de estacionamento; opcionais de modo de condução; e o aclamado Park Assist 3.0, que auxilia em manobras de estacionamento.
Desempenho e baixo consumo - Em termos de motorização, o T‑Cross está disponível nas versões 200 TSI, manual ou automático, que alcança a potência de até 128 cv a 5.500 rpm, com etanol, ou, com gasolina, são 116 cv, à mesma rotação; ou 250 TSI, que desenvolve potência de até 150 cv, com gasolina ou etanol, a 4.500 rpm. O torque máximo do 200 TSI é de 200 Nm, com gasolina ou etanol, sempre na faixa de 2.000 a 3.500 rpm, enquanto do 250 TSI, também com ambos os combustíveis, é de 250 Nm – o maior torque da categoria.