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Renault Captur: 1.6 por R$ 94 mil ou 2.0 por R$ 95 mil?

O Captur tem duas versões Intense que só se diferenciam pelo motor e câmbio: 1.6 CVT e 2.0 AT. Descubra qual é o melhor para você

17 jan 2020
05h40
atualizado às 05h56
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Quando o Renault Captur estreou no Brasil, ele tinha apenas uma versão com câmbio automático. Ele tinha motor 2.0, enquanto as versões com câmbio manual utilizavam o motor 1.6. Porém, se o motor 2.0 oferecia 28 cavalos a mais de potência, a transmissão automática tinha apenas quatro marchas. Por isso, quando a Renault lançou a versão 1.6 com câmbio CVT, a estratégia da marca foi posicioná-lo bem próximo do Captur 2.0. 

A versão Intense está disponível com motor 1.6 e 2.0.
A versão Intense está disponível com motor 1.6 e 2.0.
Foto: Renault / Divulgação

Hoje, a versão Intense (intermediária) tem apenas R$ 1.000 de diferença entre o 1.6 CVT e o 2.0 AT4. O Captur Intense 1.6 custa R$ 93.990, enquanto o Captur 2.0 sai por R$ 94.990. Em termos de equipamentos, opcionais e até mesmo tamanho de rodas, eles são absolutamente iguais. As rodas são de 17”. Opcionalmente, somente o banco de couro está disponível e custa R$ 1.700. 

Entretanto, como o Captur tem um design premiado, a Renault decidiu ganhar algum em cima das cores. Somente o carro branco pode ser comprado sem custo extra. As cores prata, cinza e preta saem por R$ 1.650. O mesmo preço é cobrada pelas combinação com teto prata: preto/prata e cinza/prata. Para ter o teto preto, porém, é preciso pagar R$ 3.100. As combinações oferecidas são as seguintes: cinza/preto, branco/preto, vermelho/preto e prata/preto.

A pintura vermelha com teto preto custa R$ 3.100.
A pintura vermelha com teto preto custa R$ 3.100.
Foto: Renault / Divulgação

O Captur Intense 1.6 é 66 kg mais leve do que o Captur Intense 2.0. Porém, a relação peso/potência do 2.0 é melhor. Por isso, ele é mais rápido na estrada e proporciona arrancadas superiores na cidade também, pois a relação peso/torque dele igualmente é melhor. Todavia, o 2.0 é mais gastão. Não tanto pelo motor, mas por causa do câmbio automático ultrapassado, de apenas quatro marchas. Com poucas velocidades, nem sempre o motor está na faixa de giros ideal, por isso o consumo sobe.

Para quem busca prazer ao dirigir, o câmbio automático de quatro marchas do Captur 2.0 não chega a ser muito inferior ao CVT do Captur 1.6. A falta de aletas para trocas manuais deixa o câmbio um tanto monótono. Porém, como o CVT X-tronic simula trocas automáticas, o motorista que usa mais o carro na cidade pode se sentir melhor com o Captur 1.6. A decisão, portanto, fica mesmo na questão do desempenho versus consumo. Para quem busca desempenho, o Captur 2.0 é mais de 2 segundos mais rápido numa aceleração de 0-100 km/h. Para quem se preocupa com o consumo, o Captur 1.6 chega a ser 16% mais econômico na cidade.

A posição da tela multimídia é ruim, abaixo do nível do quadro de instrumentos.
A posição da tela multimídia é ruim, abaixo do nível do quadro de instrumentos.
Foto: Renault / Divulgação

Na versão Intense, o Captur já vem com controle de tração/estabilidade, quatro airbags, chave cartão, retrovisores rebatíveis eletricamente, ar-condicionado automático, Media Nav com tela tátil de 7”, câmera de ré, sensor de chuva, farol de neblina com função cornering e sensor de luminosidade. As rodas de 17” e são diamantadas.

No Captur 1.6, a transmissão CVT (continuamente variável) é do tipo X-Tronic, que tem polias menores, é 13% mais leve que um convencional e ocupa menos espaço. Esse câmbio tem seis marchas, que podem ser trocadas sequencialmente pela alavanca. O Captur Intense 2.0 utiliza transmissão automática de quatro velocidades. Esse câmbio é antiquado e cobra muito no consumo de combustível. Tanto que é muito raro uma marca cobrar quase o mesmo preço por um carro 2.0 em relação a um similar 1.6.

O acabamento de couro é o único opcional e custa R$ 1.700.
O acabamento de couro é o único opcional e custa R$ 1.700.
Foto: Renault / Divulgação

O que nós gostamos

  • O Captur 1.6 com câmbio CVT tem uma utilização agradável no trânsito urbano e ficou melhor que o 1.6 manual.
  • O motor 1.6 SCe tem gerenciamento eletrônico para entregar mais potência com menos consumo. Uma das possibilidades do Captur é dirigir no modo Eco. 

O que pode melhorar

  • Alguns comandos ficam mal posicionados dentro da cabine, como os botões do regulador e limitador de velocidade e da função Eco (auxilia no consumo de combustível), que ficam próximos ao freio de mão.
  • Não há regulagem de profundidade da coluna de direção e os materiais do acabamento interno poderiam ser melhores, visto que há uso de muito plástico rígido.
  • Não ter ajuste de profundidade do volante já seria ruim, mas não ter nem ajuste de altura era uma ausência grave. Felizmente, a Renault corrigiu esse problema.
  • A tela multimídia está mal posicionada no painel, pois obriga o motorista a baixar os olhos toda vez que precisa consultar alguma informação (o navegador, por exemplo).
Faltam aletas para trocas manuais e ajuste de profundidade no volante.
Faltam aletas para trocas manuais e ajuste de profundidade no volante.
Foto: Renault / Divulgação
COMPARE AS DIFERENÇAS
Item 1.6 CVT 2.0 AT4
Preço R$ 93.990 R$ 94.990
Motor 1.6 flex 2.0 flex
Potência

120 cv a

5.500 rpm (e)

148 cv a

5.750 rpm (e)

Torque

159 Nm a

4.000 rpm (g/e)

205 Nm a 

4.000 rpm (e)

Câmbio 6 marchas CVT 4 marchas AT
Peso 1.286 kg 1.352 kg
0-100 km/h 13s1 10s9

Velocidade

máxima

169 km/h 179 km/h

Autonomia

cidade

10,5 km/l (g) 8,8 km/l (g)

Autonomia

estrada

11,7 km/l (g) 10,8 km/l (g)

Consumo

cidade

9,5 litros

por 100 km

11,4 litros

por 100 km

Consumo

estrada

8,5 litros

por 100 km

9,2 litros

por 100 km

Alcance

cidade

525 km 440 km

Alcance

estrada

585 km 540 km

Emissão

de CO2

122 g/km 141 g/km

Notas no

Imnetro

C (geral)

D (categoria)

C (geral)

E (categoria)

 

No que eles são iguais

  • Comprimento: 4,329 m
  • Largura: 1,813 m
  • Altura: 1,619 m 
  • Entre-eixos: 2,673 m
  • Pneus: 215/60 R17
  • Porta-malas: 437 litros
  • Tanque: 50 litros
O Captur oferece várias combinações de carroceria e teto, mas todas são pagas.
O Captur oferece várias combinações de carroceria e teto, mas todas são pagas.
Foto: Renault / Divulgação

 

Guia do Carro
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