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BMW Z8, um roadster atemporal que marcou os anos 2000

Há 20 anos, Z8 ostentava um capô muito longo, posição de condução mais próxima ao eixo traseiro e linha de cintura baixa com motor 4.9 V8

10 set 2020
15h49
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BMW Z8 ostentava um capô muito longo, uma posição de condução mais próxima ao eixo traseiro e uma linha de cintura baixa.
BMW Z8 ostentava um capô muito longo, uma posição de condução mais próxima ao eixo traseiro e uma linha de cintura baixa.
Foto: BMW / Divulgação

Já se passaram 20 anos desde o lançamento do BMW Z8, um roadster moderno e icônico que marcou profundamente os amantes de conversíveis. O BMW Z8 trazia uma carroceria de 4,4 m projetada por Henrik Fisker e deu continuidade à tradição do lendário BMW 507, de 1956, criado por Albrecht von Goertz (1914-2006). Fiel à fórmula de sucesso dos roadsters da marca, o BMW Z8 ostentava um capô muito longo, uma posição de condução mais próxima ao eixo traseiro e uma linha de cintura baixa.

Sob o nome de BMW Z07, o mundo conheceu o BMW Z8 ainda como um veículo-conceito no Salão de Tóquio de 1997. Apenas no Salão de Frankfurt de 1999 é que a versão de produção foi apresentada, chegando ao mercado global em 2000. O modelo foi comercializado por três anos e 5.703 unidades foram fabricadas. Todos elas, feitas manualmente por operadores especializados na fábrica de Munique, na Alemanha.

BMW Z8 trazia uma carroceria de 4,4 m projetada por Henrik Fisker e deu continuidade à tradição do lendário BMW 507, de 1956.
BMW Z8 trazia uma carroceria de 4,4 m projetada por Henrik Fisker e deu continuidade à tradição do lendário BMW 507, de 1956.
Foto: BMW / Divulgação

Entre suas principais características, destaca-se um chassi com inúmeras peças de alumínio. A cuidadosa distribuição de peso (50:50) entre eixos, bem como o uso do powertrain M S62 do BMW M5 – e ajustado pela BMW Motorsport – deram ao Z8 um dinamismo extraordinário. Ele utilizava um bloco 4.9 V8 com 405 cv acoplado a um câmbio manual de seis velocidades. Na época, esse era o motor de produção mais potente que a BMW tinha em seu portfólio e, claro, o BMW Z8 não merecia menos.

Toda essa potência era enviada para o eixo traseiro e gerenciada pelo Controle Dinâmico de Estabilidade (DSC) e por um diferencial autoblocante. Além disso, o BMW Z8 foi o primeiro veículo europeu a oferecer pneus run-flat com rodas de 18” de fábrica com monitoramento de pressão dos pneus; uma tecnologia inovadora para aquele momento. O BMW Z8 era capaz de acelerar de 0-100 km/h em 4,7 segundos e sua velocidade máxima era limitada eletronicamente em 250 km/h.

Modelo foi comercializado por três anos e 5.703 unidades foram fabricadas a partir de 2000.
Modelo foi comercializado por três anos e 5.703 unidades foram fabricadas a partir de 2000.
Foto: BMW / Divulgação

O BMW Z8 era um modelo verdadeiramente exclusivo e único, e a marca queria que sua aquisição fosse uma experiência à altura. A BMW ofereceu aos clientes a possibilidade de se deslocar à fábrica em Munique e presenciar as últimas etapas da montagem do seu veículo. Além disso, no momento de entrega das chaves, elas eram acompanhadas por um livro feito à mão que incluía fotografias do processo de produção daquela unidade específica, bem como amostras reais da pintura e revestimento.

O nível de exclusividade do BMW Z8 era tão elevado que ele se tornou um dos veículos do agente secreto mais famosos de todos os tempos. O BMW Z8 foi co-estrela de James Bond no filme “O Mundo Não é o Bastante” (1999). Além disso, sua esportividade e tecnologia de ponta fizeram com que o BMW Z8 atuasse como safety car no Campeonato Mundial de MotoGP na temporada de 2002.

BMW Z8 era capaz de acelerar de 0-100 km/h em 4,7 segundos.
BMW Z8 era capaz de acelerar de 0-100 km/h em 4,7 segundos.
Foto: BMW / Divulgação

Hoje, segundo a BMW, a essência do BMW Roadster continua com o BMW Z4 atual. Este conversível de dois lugares oferece as mesmas proporções estéticas que o BMW 315/1 estreou em 1934 e que foram seguidos por clássicos icônicos como o BMW 328 Roadster (1937), o BMW 507 (1956) ou o BMW Z1 dos anos 1980.

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