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Zelenski diz "estar pronto" para reunião com Putin

12 set 2026 - 18h46
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Resumo
O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, declarou estar pronto para se reunir com Vladimir Putin durante a cúpula do G20 em Miami, afirmando que a Ucrânia vive um momento favorável para negociar o fim do conflito. No entanto, o Kremlin rejeitou a proposta, insistindo que qualquer diálogo ocorra em Moscou e mantendo indefinida a ida de Putin ao evento. Em meio a novos ataques russos, Zelenski busca apoio militar internacional para reforçar suas defesas antes do inverno.

Presidente declarou, à DW, que vê Ucrânia em "boa posição" para negociar. Kremlin rejeitou possibilidade de um encontro entre ambos fora de Moscou.O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, afirmou estar disposto a se encontrar com o líder da Rússia, Vladimir Putin, caso ambos sejam convidados para uma cúpula do G20 nos Estados Unidos, em dezembro. "Precisamos nos encontrar, conversar e tomar decisões", disse Zelenski à DW.

Declaração ocorreu em entrevista à DW no Canadá
Declaração ocorreu em entrevista à DW no Canadá
Foto: DW / Deutsche Welle

"Não se trata de palavras", afirmou Zelenski na entrevista, divulgada neste sábado (12/09). "O que vou dizer a ele ou o que ele quiser me dizer não importa", declarou, referindo-se a Putin. E acrescentou: "O que importa é o resultado."

O Kremlin rejeitou a possibilidade do encontro logo após a divulgação da entrevista pela DW. "É impossível", afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, à agência de notícias France-Presse (AFP). O porta-voz da presidência da Rússia reiterou a exigência de Moscou para que um eventual encontro entre os líderes se realize na capital russa.

Segundo o Kremlin, ainda não foi tomada uma decisão sobre uma possível participação de Putin na cúpula do G20. "Ainda não sabemos se viajaremos para Miami", disse Peskov, citado pela agência de notícias russa TASS. Já Yuri Ushakov, assessor da Presidência da Rússia, afirmou ao jornal Izvestia que a questão "não foi discutida".

A cúpula de líderes do G20 será realizada em dezembro, em Miami, nos Estados Unidos, que ocupam neste ano a presidência do bloco. Em abril, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que a presença da Rússia no encontro seria "provavelmente muito útil". Putin e Zelenski não se encontram pessoalmente desde o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022.

Os esforços diplomáticos para pôr fim à guerra na Ucrânia ganharam novo impulso recentemente, após um longo período de estagnação. No último fim de semana, os enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner viajaram a Moscou e Kiev para negociações.

Em entrevista à DW, Zelenski classificou a visita dos mediadores como "um sinal positivo".

Também neste sábado, ataques aéreos russos em várias regiões ucranianas no sábado mataram nove pessoas, feriram dezenas e causaram danos a edifícios residenciais e à infraestrutura em todo o país, segundo autoridades.

Zelenski vê "boa condição" de negociação

Zelenski afirmou que a Ucrânia está em uma posição mais forte para negociar do que no ano passado. Segundo ele, enquanto Kiev fortaleceu sua posição no front, Moscou continua pagando um "preço alto" por ganhos territoriais limitados.

"Acreditamos que estamos agora em uma boa posição para negociar", disse o presidente ucraniano.

Durante uma visita ao Canadá, Zelenski anunciou ainda que pretende se encontrar com Trump no fim de setembro, em Nova York. A Ucrânia segue pressionando por mais mísseis de defesa antiaérea Patriot dos Estados Unidos para reforçar sua proteção contra mísseis balísticos.

Às vésperas do inverno, Kiev teme uma nova onda de ataques russos contra a infraestrutura energética ucraniana, como ocorreu no ano passado.

Zelenski afirmou que os Estados Unidos demonstram disposição para ajudar com o fornecimento de armamentos, mas observou que a capacidade de produção de mísseis é limitada. "Eles têm vontade política de vender e ajudar, mas a produção não é tão grande", disse.

O presidente ucraniano defendeu ainda um maior envolvimento dos países europeus no fortalecimento da defesa aérea do país.

Durante a visita ao Canadá, Zelenski recebeu do primeiro-ministro Mark Carney a promessa de apoio adicional na área de defesa antiaérea. Os dois países também firmaram um acordo para ampliar a cooperação militar.

fcl (DW, AFP, Lusa)

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