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Você sabe o que significam os cordões de identificação usados por pessoas com deficiência?

Símbolos como girassol, infinito e quebra-cabeça são utilizados para ampliar inclusão e acesso a direitos

28 abr 2026 - 16h39
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O uso de cordões de identificação tem se tornado cada vez mais comum no Brasil como forma de facilitar o reconhecimento de pessoas com deficiências, especialmente aquelas que não são visíveis. Os acessórios, utilizados no pescoço, carregam símbolos que indicam condições específicas e auxiliam no acesso a direitos e atendimento prioritário.

Foto: Roberto Suguino/Agência Senado / Porto Alegre 24 horas

Um dos mais conhecidos é o cordão com estampa de girassol. Regulamentado pela Lei nº 14.624, de julho de 2023, ele é utilizado para identificar pessoas com deficiências ocultas, como autismo, surdez, diabetes, asma e limitações cognitivas. A proposta é permitir que essas pessoas sejam reconhecidas em ambientes públicos e privados sem a necessidade de explicações constantes.

Outro símbolo que vem ganhando força é o cordão com o desenho do infinito colorido. Criado pela própria comunidade autista, ele representa a neurodiversidade e busca substituir o tradicional quebra-cabeça. As cores presentes no símbolo remetem à diversidade dentro do espectro autista e evitam associações consideradas estigmatizantes. O infinito é adotado internacionalmente como marca do movimento que defende a aceitação e a conscientização sobre condições neurológicas e do desenvolvimento.

Já o cordão com símbolo de quebra-cabeça é um dos mais antigos e populares. Utilizado desde a década de 1960, ele foi criado para representar a complexidade do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Apesar de ainda ser amplamente reconhecido, o símbolo gera debates, já que parte da comunidade autista não se identifica com sua origem, ligada a um período em que havia pouca compreensão sobre o transtorno.

Além desses, existem também cordões alternativos com inscrições como "Autismo", "Mãe de autista" e "Pai de autista". Esses modelos permitem que pessoas identifiquem a condição de forma indireta, especialmente em situações em que a pessoa autista não se sente confortável em utilizar o acessório.

A utilização dos cordões tem como principal objetivo promover inclusão, reduzir constrangimentos e garantir que pessoas com deficiência tenham seus direitos respeitados em espaços públicos, como filas preferenciais e atendimentos prioritários.

Porto Alegre 24 horas
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