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Vitória conservadora surpreende em eleições da Austrália

Aliança liderada por Scott Morrison permanecerá no governo por mais três anos

18 mai 2019
11h50
atualizado às 12h10
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A coalizão conservadora liberal-nacional, liderada pelo primeiro-ministro Scott Morrison, venceu as eleições gerais deste sábado (18/04) na Austrália, contrariando as pesquisas de intenção de voto. Segundo a emissora australiana ABC, com mais de 60% dos votos contados a coalizão detinha 74 assentos, contra 65 do Partido Trabalhista, o favorito nas enquetes, e 12 indefinidos.

Animados pelo otimismo que lhes davam as pesquisas das últimas semanas, numa campanha ancorada na proteção do clima, e após um começo promissor das apurações, os trabalhistas liderados por Bill Shorten tiveram que abrir mão de suas esperanças a partir do voto decisivo dos eleitores do estado de Queensland.

Primeiro-ministro, Scott Morrison, e esposa Jenny entregam seu voto
Primeiro-ministro, Scott Morrison, e esposa Jenny entregam seu voto
Foto: DW / Deutsche Welle

Assim o grupo liderado por Morrison parte para um terceiro mandato de três anos. O político de 51 anos do Partido Liberal, de centro-direita, assumiu em agosto último, depois que a ala linha dura da legenda fez cair o mais moderado Malcolm Turnbull. Morrison parecia fadado a ter o mandato mais breve da história australiana, mas conseguiu virar a mesa com uma intensa campanha negativa e o apoio da maior organização de mídia do país, de propriedade do magnata do setor Rupert Murdoch.

Ainda não está claro se os conservadores governarão sozinhos: para tal precisam conseguir pelo menos 76 dos 151 assentos na Câmara dos Deputados, e o resultado final depende da contagem de mais de 4,7 milhões de votos postais, que ainda podem definir a distribuição dos últimos mandatos.

Cerca de 16 milhões de australianos estavam convocados a eleger os 151 deputados da Câmara, entre 1.056 candidatos; assim como 40 dos 70 senadores que servem durante um período de seis anos, entre 458 candidatos.

A Comissão Eleitoral Australiana estabeleceu 90 centros de votação no exterior, assim como outros 500 dentro do país para receber nos dias anteriores os votos de mais de 4 milhões de australianos que não puderam ir às urnas neste sábado.

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