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Diante da escassez de mão de obra, o Japão tomou uma medida sem precedentes nas últimas duas décadas: pagar às mulheres o mesmo salário

As mulheres japonesas ganham, em média, 74,8% do salário dos homens; A escassez de mão de obra levou as empresas a reconsiderarem décadas de desigualdade: elas pagarão a homens e mulheres o mesmo salário

22 jun 2026 - 11h14
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Diante da escassez de mão de obra, o Japão tomou uma medida sem precedentes nas últimas duas décadas: pagar às mulheres o mesmo salário
Diante da escassez de mão de obra, o Japão tomou uma medida sem precedentes nas últimas duas décadas: pagar às mulheres o mesmo salário
Foto: Xataka

O Japão enfrenta um desafio sem precedentes. Por um lado, a escassez de mão de obra obrigou as empresas a repensarem suas políticas de emprego para aproveitarem o crescimento econômico previsto. Por outro lado, a baixa taxa de natalidade entra em conflito direto com a falta de mão de obra, já que as empresas teriam que abrir mão (pelo menos temporariamente) de metade de sua força de trabalho feminina. Um verdadeiro dilema.

A complexa situação demográfica obrigou as empresas japonesas a considerarem uma medida inédita nas últimas duas décadas: igualdade salarial entre homens e mulheres.

Matando dois coelhos com uma cajadada

Enquanto os EUA reverteram ou limitaram as políticas de diversidade, equidade e inclusão (DEI), o Japão optou pela abordagem oposta, igualando os salários de homens e mulheres para atrair talentos femininos e incentivar suas carreiras profissionais.

Além do aspecto prático de atrair uma força de trabalho qualificada escassa, essa mudança também responde a outras razões econômicas. O Japão está capturando uma parcela significativa dos investimentos ambientais, sociais e de governança (ESG) que deixaram os EUA após a chegada de Trump à Casa Branca.

Por esses dois motivos, empresas financeiras japonesas como a Nippon Life Insurance e o MUFG Bank eliminaram categorias de cargos administrativos predominantemente ocupados por mulheres, onde elas ganhavam entre 39% e 50% do salário de um homem.

Duas décadas de discriminação salarial

Nos últimos vinte anos, as mulheres ...

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