Vestido de aluna põe Uniban em centro de polêmica
O vestido escolhido por uma estudante de Turismo para ir à aula ganhou repercussão internacional. A vestimenta provocou revolta de centenas de estudantes, mobilizou movimentos sociais e chegou a ser comentada no Congresso.
A polêmica começou no dia 22 de outubro, quando Geisy Arruda, 20 anos, foi hostilizada por centenas de estudantes nas dependências do campus de São Bernardo do Campo da Universidade Bandeirante (Uniban). Um vídeo, postado no mesmo dia no YouTube, mostra um tumulto no saguão da universidade e a aluna sendo perseguida por universitários nos corredores. Para deixar o campus, Geisy teve de sair escoltada por policiais militares, coberta por um jaleco de um professor.
No dia 7 de novembro, em um comunicado pago publicado em jornais de São Paulo, a universidade afirmou que havia decidido expulsar a aluna, "em razão do flagrante desrespeito aos princípios éticos da dignidade acadêmica e à moralidade". Já os alunos que hostilizaram a jovem seriam, segundo o comunicado, apenas suspensos.
A decisão foi criticada pela ministra Nilcéia Freire, da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), União Nacional dos Estudantes (UNE), entre outras organizações. Dois dias depois, a Uniban decidiu revogar a expulsão. O caso ganhou repercussão na mídia internacional, como nos jornais The New York Times, Guardian e na revista britânica The Economist.
Mesmo readmitida, Geisy Arruda afirmou que não vai voltar para a Uniban e pedirá a mensalidade de volta. A jovem teria provocado interesse na revista Playboy e vai desfilar na Sapucaí pela Porto da Pedra.