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Veja tudo o que se sabe sobre o cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Líbano anunciado por Trump

Acordo de dez dias busca interromper hostilidades e abrir caminho para diálogo na Casa Branca

16 abr 2026 - 13h56
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O cenário geopolítico do Oriente Médio registrou um movimento inesperado e de grandes proporções nesta quinta-feira. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou oficialmente que Israel e Líbano concordaram com a implementação de um cessar-fogo com duração inicial de dez dias. A medida representa um esforço diplomático direto da Casa Branca para estabilizar a região após semanas de escalada militar intensa. Trump detalhou que a trégua entra em vigor a partir das 18h, pelo horário de Brasília, marcando um ponto de inflexão nas hostilidades recentes.

Ataque israelense destrói casa no sul do Líbano
Ataque israelense destrói casa no sul do Líbano
Foto: Reprodução / Perfil Brasil

Entenda os detalhes da trégua de dez dias anunciada por Trump

A confirmação do entendimento veio após conversas telefônicas diretas entre o presidente norte-americano e as lideranças das duas nações vizinhas. Durante o anúncio, o republicano enfatizou a intenção por trás do pacto de não agressão. Segundo ele, "Esses dois líderes concordaram que, para alcançar a PAZ entre seus países, iniciarão formalmente um CESSAR-FOGO de 10 dias". O comunicado reforça que o acordo prevê a interrupção completa das operações ofensivas entre as partes envolvidas, estabelecendo uma janela de tempo para negociações mais profundas.

Apesar do otimismo demonstrado por Washington, a situação no terreno permanece complexa e cercada de incertezas operacionais. Israel reitera que suas ações militares têm como alvo principal o Hezbollah, grupo financiado pelo Irã que opera em território libanês, e não o Exército do Líbano propriamente dito. Por outro lado, o Hezbollah já havia sinalizado resistência a acordos firmados estritamente entre governos. Hassan Fadlallah, deputado integrante do braço político do grupo, afirmou que o cumprimento da trégua por parte da organização dependeria exclusivamente da interrupção dos ataques israelenses ao solo libanês.

O papel do Hezbollah e a reação de Benjamin Netanyahu

Enquanto o mundo aguarda o início do cessar-fogo, o gabinete israelense se movimenta para definir os próximos passos estratégicos. Fontes ligadas ao governo de Benjamin Netanyahu confirmaram que o primeiro-ministro convocou uma reunião de emergência para discutir os termos anunciados por Trump. Internamente, o clima é de cautela, especialmente porque o Exército de Israel indicou que não pretende retirar suas tropas que ocupam atualmente a região sul do Líbano, mesmo sob a vigência do acordo temporário de paz.

Perspectiva de encontro histórico na Casa Branca em breve

A estratégia de Donald Trump vai além do silenciamento das armas no curto prazo. O presidente norte-americano manifestou o desejo de mediar um encontro presencial entre os líderes na capital dos Estados Unidos. Ele afirmou que convidará Josephe Aoun e Benjamin Netanayhu para uma reunião na Casa Branca. Se esse convite for aceito e concretizado, o evento marcará o primeiro encontro oficial entre chefes de Estado de Israel e do Líbano em três décadas, um feito diplomático raro dado o histórico de conflitos.

As relações entre os dois países são marcadas por tensões profundas que remontam à década de 1970. Historicamente, a fronteira tem sido palco de incursões e confrontos, como os ocorridos em 1978 e 1982, motivados pela presença de milícias em território libanês. Agora, a comunidade internacional observa com atenção se esses dez dias de trégua serão suficientes para quebrar um ciclo de violência que perdura por gerações. A recusa inicial de Josephe Aoun em falar diretamente com Netanyahu por telefone mostra que o caminho até Washington ainda exige uma costura diplomática minuciosa.

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