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Universitário cria prótese em impressora 3D para ajudar irmã de 7 anos nas tarefas do dia a dia

Universitário desenvolveu uma prótese impressa em 3D para a irmã de 7 anos, com acessórios que ajudam em atividades do cotidiano e brincadeiras.

16 jul 2026 - 11h27
(atualizado às 11h37)
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Um projeto universitário transformou conhecimento acadêmico em uma solução prática capaz de facilitar a rotina de uma criança. Nos Estados Unidos, o estudante de engenharia mecânica Vitaliy Bondarchuk, de 22 anos, desenvolveu uma prótese impressa em 3D para a irmã mais nova, Bella, de apenas 7 anos, que nasceu com uma redução congênita no braço esquerdo.

Prótese 3D criada por universitário para irmã de 7 anos
Prótese 3D criada por universitário para irmã de 7 anos
Foto: Reprodução/Bob Jones University / Portal de Prefeitura

O que começou como um trabalho de conclusão de curso acabou se tornando uma ferramenta personalizada para ajudar a menina em atividades simples do cotidiano, como pintar, brincar e segurar objetos. O projeto levou cerca de quatro meses para ser concluído e exigiu mais de 100 horas de desenvolvimento entre modelagem, impressão, testes e ajustes.

Projeto nasceu da convivência com a irmã

Ao escolher o tema para o trabalho final da graduação, Bondarchuk decidiu olhar para dentro de casa. Em vez de criar um equipamento apenas para cumprir os requisitos acadêmicos, optou por desenvolver uma solução que pudesse melhorar a qualidade de vida da irmã.

Bella nasceu com uma condição congênita que impediu o desenvolvimento completo do braço esquerdo. Apesar das adaptações feitas ao longo da infância, algumas atividades continuavam exigindo esforço maior da menina.

Durante o planejamento do projeto, o universitário conversou com Bella para entender quais tarefas eram mais importantes para ela e quais dificuldades enfrentava no dia a dia.

Prótese possui acessórios intercambiáveis

Ao contrário das próteses tradicionais, o equipamento criado pelo estudante não tenta reproduzir todos os movimentos de uma mão humana.

A estrutura funciona como uma base fixa, na qual diferentes acessórios podem ser encaixados conforme a necessidade.

Entre os dispositivos desenvolvidos estão um suporte para cartas de UNO, um encaixe para pincéis de pintura, uma lanterna e outros utensílios que permitem à criança realizar atividades específicas com mais autonomia.

A ideia foi adaptar a prótese às tarefas que Bella realmente gosta de fazer, tornando o equipamento mais leve, simples e funcional.

Impressão 3D permitiu personalização

Toda a prótese foi produzida por meio de impressão 3D, tecnologia que possibilitou criar peças sob medida para o braço da menina.

Antes da versão final, diversas etapas de modelagem digital e impressão foram necessárias para garantir conforto, segurança e bom encaixe.

Além do formato personalizado, o estudante também se preocupou em utilizar materiais e revestimentos que evitassem atrito excessivo com a pele durante o uso prolongado.

Segundo o universitário, algumas peças precisaram ser refeitas ao longo do desenvolvimento até que o resultado atendesse às necessidades da irmã.

Engenharia aplicada para resolver problemas reais

O projeto demonstra como a engenharia pode ser utilizada para solucionar desafios cotidianos por meio de tecnologias acessíveis.

Ao invés de desenvolver uma prótese complexa e de alto custo, Bondarchuk optou por uma solução modular, permitindo que novos acessórios sejam criados conforme Bella cresce ou desenvolve novos interesses.

Essa flexibilidade também facilita futuras adaptações, sem a necessidade de substituir toda a estrutura da prótese.

Trabalho acadêmico ganhou impacto familiar

Após a conclusão do projeto, Bella passou a utilizar a prótese em diferentes momentos da rotina. A possibilidade de trocar os acessórios conforme a atividade ampliou sua autonomia em brincadeiras, desenhos e outras tarefas do cotidiano.

O trabalho também recebeu reconhecimento na universidade, onde foi avaliado como um projeto de destaque por unir conhecimento técnico e aplicação prática.

Mesmo formado e iniciando sua carreira profissional na área de engenharia, Bondarchuk afirmou que pretende continuar aperfeiçoando a prótese ao longo dos próximos anos, acompanhando o crescimento da irmã e criando novos acessórios que atendam às necessidades de cada fase da infância.

Mais do que um projeto de graduação, a iniciativa se tornou um exemplo de como a tecnologia pode ser utilizada para promover inclusão, autonomia e qualidade de vida por meio de soluções desenvolvidas a partir das necessidades reais de quem vai utilizá-las.

Portal de Prefeitura
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