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Trump volta a defender controle dos EUA sobre Groenlândia

7 jul 2026 - 17h26
(atualizado às 17h58)
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Em plena cúpula da Otan, americano gera nova controvérsia ao criticar controle da Dinamarca sobre território no Ártico e questiona capacidade da aliança de funcionar sem a liderança e o poder dos EUA.O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar que a Groenlândia deveria estar sob controle dos EUA, e não da Dinamarca. A declaração, feita nesta terça-feira (07/07) enquanto os líderes da Otan se reuniam para uma cúpula na Turquia, reafirma um posicionamento que tem causado tensões entre os Estados-membros da aliança militar do Atlântico Norte.

Donald Trump ao lado do líder turco, Recep Tayyip Erdogan, em Ancara, antes da cúpula da Otan
Donald Trump ao lado do líder turco, Recep Tayyip Erdogan, em Ancara, antes da cúpula da Otan
Foto: DW / Deutsche Welle

Em seu segundo mandato na Casa Branca, Trump passou a defender abertamente a tomada da Groenlândia pelos EUA.

Anteriormente, o americano reforçou o desejo de anexar a ilha como parte de um projeto de segurança nacional dos EUA envolvendo a criação do chamado Domo de Ouro, um sistema de defesa aérea similar ao utilizado por Israel.

Os comentários de Trump sobre o território dinamarquês semiautônomo geraram atritos nas relações entre Washington e Copenhague - ambos membros fundadores da Otan - e, de forma mais ampla, com a Europa.

"Importante para os Estados Unidos"

"[A Groenlândia] deveria ser controlada pelos Estados Unidos, não pela Dinamarca", disse Trump nesta terça-feira a repórteres durante uma reunião com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

O republicano afirmou que a disputa em torno do controle sobre a Groenlândia prejudicou as relações dos EUA com a aliança.

"Foi isso que prejudicou meu relacionamento com a Otan, porque a Groenlândia não ajuda a Dinamarca. A Dinamarca não gasta dinheiro para realmente ajudar a Groenlândia, mas é uma parte importante para os Estados Unidos, e está cercada por navios chineses e russos, e isso não vai acontecer", disse.

"Eles [a Dinamarca] não concordariam com isso, e com todo o dinheiro que gastamos para ajudá-los com a Rússia."

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse em junho que as conversas com a Dinamarca e a Groenlândia ainda estão em andamento.

"Isso não vai acontecer'", diz premiê da Dinamarca

Horas depois, também em Ancara, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, disse esperar que os aliados respeitem a soberania do reino dinamarquês e aceitem que a Groenlândia não está à venda.

"É uma posição bem conhecida dos Estados Unidos que eles querem possuir e assumir o controle da Groenlândia. Espero que seja igualmente conhecido em todos os lugares que isso não vai acontecer", disse Frederiksen.

Ela acrescentou que não havia planos para discutir em Ancara questões relativas ao Ártico ou à Groenlândia.

O Ministro do Exterior da Groenlândia, Mute Egede, disse em publicação no Facebook que o futuro do território deveria ser decidido por seu povo.

"Sempre foi assim. E sempre será", afirmou, acrescentando que a Groenlândia deveria manter a estreita cooperação com seus aliados.

Otan sob pressão dos EUA

Em Ancara, Trump questionou a capacidade da Otan de funcionar sem a liderança e o poder dos EUA, expressando decepção com a recusa de alguns aliados em apoiar Washington na guerra contra o Irã. O conflito no Oriente Médio foi desencadeado pelos EUA e por Israel sem consulta prévia aos Estados-membros da Otan.

Os líderes da aliança estão tentando demonstrar seus esforços em aumentar suas capacidades militares, à medida que o foco dos EUA se desloca da defesa da Europa.

A cúpula de dois dias na Turquia terá a apresentação de projetos militares no valor de bilhões de dólares, com o objetivo de persuadir Trump de que os aliados estão construindo uma Europa mais forte e, consequentemente, uma Otan mais forte.

rc (Reuters, AP)

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