Ataque atinge petroleiro do Kuwait no porto de Dubai
Navio foi atingido em cidade nos Emirados Árabes Unidos por projétil lançado a partir do Irã. Acompanhe o conflito.
Itália nega aos EUA uso de base na Sicília a aviões envolvidos na guerra
Pentágono nega que Hegseth tenha lucrado com ações de defesa antes da guerra
Israel alcançou "mais da metade" de objetivos, diz Netanyahu
Trump volta a ameaçar destruir rede elétrica do Irã
Três membros de Força de Paz da ONU morrem no Líbano
Ataque iraniano destrói aeronave estratégica das Forças Armadas dos EUA
Refinaria em Israel é atingida por ataque iraniano
Israel mantém ataques no Líbano
Houthis do Iêmen, aliados do Irã, abrem nova frente da guerra com ataques a Israel
Espanha fecha espaço aéreo para aeronaves envolvidas na guerra
Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual conflito no Oriente Médio:
Itália nega aos EUA o uso de base na Sicília para aviões envolvidos na guerra no Irã
O ministro da Defesa da Itália, Guido Crosetto, negou aos Estados Unidos o uso da base de Sigonella, na ilha da Sicília, por se tratar de aviões que estavam envolvidos na guerra no Irã, informou nesta terça-feira o jornal Corriere della Sera.
Na reportagem, o diário afirma que a recusa ocorreu há dias, sem especificar quando, e que foi mantida em segredo.
Foi o chefe do Estado-Maior, Luciano Portolano, quem ligou para o ministro da Defesa para informá-lo sobre o ocorrido e tomar uma decisão, já que o plano de voo de "alguns bombardeiros americanos" contemplava aterrissar em Sigonella e, em seguida, partir rumo ao Oriente Médio, acrescenta o jornal.
"As verificações iniciais confirmaram que não se trata de voos normais nem logísticos e, portanto, não estão incluídos no tratado com o nosso país", explicam.
A Itália e o próprio Crosetto garantiram em diversas ocasiões que não seria permitido o uso das bases americanas para operações de guerra, e o ministro assegurou que levaria ao Parlamento "qualquer operação que não esteja contemplada nos tratados e, portanto, exija autorização".
Naquele momento, explica o periódico, "foi Portolano diretamente, autorizado pelo ministro, quem informou o comando americano da decisão: não poderiam aterrissar em Sigonella porque não haviam recebido autorização e porque nenhuma consulta prévia havia sido realizada".
md (EFE, Reuters)
Israel diz que 4 de seus soldados morreram no front do Líbano
O Exército israelense comunicou no Telegram os nomes de três das vítimas, cujas famílias já foram notificadas: o capitão Noam Madmoni e os sargentos Ben Cohen e Maxsim Entis, enquanto o entorno do quarto morto não autorizou a publicação de seu nome.
Além disso, um soldado ficou gravemente ferido e um reservista sofreu ferimentos moderados no incidente, do qual não foram divulgados mais dados. Os feridos foram levados a um hospital para receber atendimento médico.
Israel mantém uma intensa campanha de bombardeios principalmente contra o sul e o leste do Líbano, bem como os arredores de Beirute, enquanto desenvolve uma operação terrestre na região mais meridional de seu território.
Ali, Israel enfrenta o grupo xiita Hezbollah, entre crescentes indícios de que estaria buscando ocupar a longo prazo a faixa fronteiriça do país vizinho, cenário de confrontos quase diários no âmbito da expansão da guerra do Estado judeu e dos Estados Unidos contra o Irã.
O movimento libanês pró-Irã enfrenta Israel desde o último dia 2 de março, em sua segunda guerra em apenas um ano e meio. Segundo a última contagem oficial, a ofensiva israelense contra o Líbano matou 1.247 pessoas e feriu 3.680.
Neste contexto, Israel disse nesta terça-feira que investiga a morte de três capacetes azuis indonésios no Líbano, após dois ataques em apenas 24 horas contra o contingente da missão de paz das Nações Unidas no país (Unifil), para determinar se foram "consequência" da atividade do Hezbollah ou das Forças de Defesa de Israel.
md (EFE, ots)
Pentágono nega que Hegseth tentou comprar ações de defesa antes da guerra
O Pentágono negou nesta segunda-feira que o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, tenha tentado investir em grandes empresas de defesa, conforme publicado pelo jornal britânico Financial Times.
O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, classificou como "falsa e inventada" a informação do jornal de que um corretor de valores vinculado a Hegseth havia tentado fazer um investimento milionário em um fundo montado para investir em empresas que fabricam armas, aviões e sistemas de defesa.
De acordo com o jornal britânico, o corretor de Hegseth no banco Morgan Stanley contatou a megagestora BlackRock em fevereiro para realizar um investimento multimilionário no fundo Defense Industrials Active, poucos dias antes de os Estados Unidos lançarem uma ação militar contra Teerã.
"Trata-se de mais uma difamação infundada e desonesta, voltada para enganar o público. Exigimos uma retratação imediata", acrescentou Parnell no X (ex-Twitter).
Num padrão que vem se repetindo, minutos antes de grandes decisões do presidente dos EUA, Donald Trump, investidores têm se antecipado de maneira suspeita e lucrado bilhões com transações de petróleo, ações e criptomoedas.
md (EFE, ots)
Israel alcançou "mais da metade" de seus objetivos, diz Netanyahu
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse ao canal de notícias conservador americano Newsmax que seu país "definitivamente" alcançou "mais da metade" de seus objetivos na guerra contra o Irã. "Mas não quero estabelecer um cronograma", afirmou.
Ele esclareceu que estava falando "em termos de missões, não necessariamente em termos de tempo".
"Acredito que este regime (do Irã) vai ruir por dentro. Mas neste momento, agora, o que estamos fazendo é simplesmente degradar sua capacidade militar, degradar sua capacidade balística, degradar sua capacidade nuclear e também enfraquecê-lo por dentro", disse o premiê israelense.
md (EFE, Lusa)
Ataque iraniano atinge petroleiro do Kuwait no porto de Dubai
Um petroleiro kuwaitiano foi atingido na madrugada de terça-feira por um projétil lançado a partir do Irã enquanto estava no porto de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, segundo a Corporação Petrolífera do Kuwait.
A companhia informou que o ataque provocou um incêndio e diversos danos no petroleiro. O impacto não deixou feridos e vítimas.
As autoridades de Dubai asseguraram nesta quarta-feira (31/03) não haver feridos nem derramamento de petróleo.
A empresa Kuwait Oil Corporation informou que o petroleiro estava totalmente carregado com petróleo bruto no momento do ataque.
O Irã lança mísseis e drones todas as noites contra alvos americanos e israelenses em países do golfo Pérsico em retaliação ao ataque de Washington e Tel Aviv contra Teerã.
Pouco antes, a agência de Operações Comerciais Marítimas do Reino Unido (UKMTO) informou sobre um ataque contra uma embarcação a 31 milhas náuticas a noroeste de Dubai (cerca de 57 quilômetros).
Desde 28 de fevereiro, quando começou a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, a UKMTO relatou 24 incidentes em navios ao redor do estreito de Ormuz.
Desses 24 incidentes, 16 se referem a projéteis que atingiram as embarcações.
md (EFE, Lusa)
Trump volta a ameaçar destruir rede elétrica do Irã caso acordo não seja fechado
O presidente dos EUA Donald Trump voltou a ameaçar "destruir" as usinas de energia e as estações de tratamento de água potável do Irã caso o regime de Teerã não aceite seus termos de paz "em breve".
Teerã vem se mantendo desafiadora durante o conflito, que completou a marca de um mês, afirmando que os termos das propostas de paz dos EUA são "excessivos, irrealistas e irracionais".
Numa publicação na sua rede social Truth Social, Trump expressou confiança de que um acordo negociado seria alcançado em breve, acrescentando que os EUA estavam em "discussões sérias" com o que descreveu como "um regime mais razoável" em Teerã.
Por outro lado, ele disse que, se um acordo não fosse fechado - incluindo a reabertura da rota marítima do Estreito de Ormuz -, as forças americanas destruiriam "todas as suas usinas de geração de energia, poços de petróleo e a Ilha de Kharg (e possivelmente todas as usinas de dessalinização!)". Especialistas apontam que destruir deliberadamente infraestrutura civil, como instalações de energia e água, é ilegal sob o direito internacional humanitário e provavelmente constituiria um crime de guerra.
jps (ots)
Israel aprova projeto que impõe pena de morte para palestinos condenados por ataques letais
O plenário da Knesset, como é conhecido o Parlamento de Israel, aprovou nesta segunda-feira (30/03) uma reforma legislativa que estabelece a pena de morte para pessoas culpadas de homicídio terrorista, uma medida que, segundo organizações de direitos humanos, será aplicada na prática principalmente aos palestinos.
O texto, aprovado por 62 votos a favor e 48 contra, obriga (salvo exceções não definidas) os tribunais militares israelenses a impor tal pena aos palestinos residentes na Cisjordânia ocupada considerados culpados desse crime, enquanto aos tribunais ordinários que julgam cidadãos israelenses dá a possibilidade de aplicar, em seu lugar, a prisão perpétua e estipula mais condições para impô-la.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, esteve presente na votação no plenário da Knesset e votou a favor da reforma, promovida pelo partido do ministro da Segurança Nacional, o político de extrema direita Itamar Ben Gvir.
Após a aprovação da reforma, cujo texto não sofreu alterações após passar pela comissão parlamentar na semana passada, Ben Gvir tentou abrir uma garrafa de champanhe, mas um oficial de cerimonial o impediu.
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Secretário-geral da ONU adverte que morte de capacetes azuis no Líbano pode ser crime de guerra
O secretário-geral da ONU, António Guterres, advertiu que os ataques no Líbano que causaram a morte de membros das Forças de Paz das Nações Unidas podem constituir um crime de guerra e afirmou que os responsáveis deverão "prestar contas".
Foi o que explicou o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, em comunicado divulgado nas últimas horas após ser noticiada a morte de três militares do contigente indonésio da Força Provisória das Nações Unidas para o Líbano (Unifil) em um período de 24 horas.
"Os ataques contra membros das forças de manutenção da paz constituem graves violações do direito internacional humanitário e da Resolução 1701 (2006) do Conselho de Segurança, e podem constituir crimes de guerra. Será necessário que os responsáveis prestem contas", afirmou o porta-voz.
Os ataques contra os capacetes azuis (como são conhecidos os membros de forças da ONU) ocorreram no sul do país, em meio às hostilidades entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah, num conflito que ocorre paralelamente à guerra no Irã.
"Este é um dos inúmeros incidentes que têm colocado em risco a segurança dos membros das forças de manutenção da paz, inclusive nas últimas 48 horas", declarou o porta-voz antes de pedir às partes que cumpram o direito internacional e "garantam a segurança do pessoal e dos bens das Nações Unidas em todos os momentos".
"A ONU insta as partes a reduzirem imediatamente a tensão e a cumprirem integralmente as obrigações que lhes incumbem nos termos da Resolução 1701 (2006) do Conselho de Segurança", enfatizou na mensagem.
De acordo com o último balanço oficial, a ofensiva israelense contra o Líbano já deixou 1.189 mortos e 3.427 feridos. EFE
jps (EFE)
Três militares de missão de paz da ONU morrem no sul do Líbano
A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil) anunciou nesta segunda-feira (30/03) a morte de dois de seus "capacetes azuis" (como são conhecidos os militares que integram as missões da ONU). Eles se somam a mais um militar que havia morrido no domingo.
Os três mortos eram membros do contigente da Indonésia.
Dois dos soldados da paz foram mortos nesta segunda quando uma explosão de "origem desconhecida" destruiu seu veículo. Já o terceiro foi morto anteriormente quando uma base foi atingida por um projétil.
A informação também foi confirmada pela ministra da Defesa espanhola, Margarita Robles, cujo país também participa da missão no Líbano, país que vem sendo palco de uma invasão israelense no sul de seu território e confrontos entre forças do grupo Hezbollah e militares de Israel.
Margarita Robles falava à imprensa no Ministério da Indústria espanhol, depois de questionada sobre os ataques contra a Unifil, força destacada no sul do Líbano desde março de 1978, tendo manifestado "solidariedade" para com os familiares dos mortos, de nacionalidade indonésia.
Robles recordou que a Indonésia está sob comando espanhol nesta missão e, por isso, adiantou ter pedido à ONU que ponha termo a esta situação, que "se respeite a missão de paz" e que sejam exigidas responsabilidades a Israel ou ao grupo xiita libanês pró-iraniano Hezbollah, uma vez que a autoria do ataque ainda é desconhecida.
A Unifil foi Estabelecida em 1978 durante a ocupação israelense do Líbano. Nas última décadas a força - atualmente com pouco mais de 7 mil militares - tem atuado para pacificar a fronteira israelense-libanesa e apoiar o trabalho humanitário na região
jps (EFE, ots)
Ataque iraniano destrói valiosa aeronave estratégica dos EUA
Um ataque iraniano na semana passada destruiu uma valiosa e estratégica aeronave de alerta antecipado e controle Boeing E-3 Sentry dos EUA, na primeira perda em combate conhecida de um avião desse tipo.
Imagens da aeronave destruída começaram a aparecer nas redes sociais durante o fim de semana. A rede CNN afirma ter geolocalizado as imagens na base aérea americana na Arábia Saudita, comparando-as com uma imagem de satélite de 11 de março, que mostrava a aeronave E-3 no mesmo local das fotos recentes.
O ataque foi realizado com mísseis e drones, segundo os jornais The New York Times e The Wall Street Journal. Pelo menos 12 militares americanos ficaram feridos no ataque.
A aeronave E-3 é um poderoso posto de comando aéreo, além de uma plataforma de vigilância.
Ela pode rastrear cerca de 600 alvos simultaneamente, desde outras aeronaves e mísseis até drones e até mesmo tanques no campo de batalha. Cada unidade da aeronave custa cerca de US$ 270 milhões (1,4 bilhão de reais).
jps (ots)
Ataques contra o Irã seguem sem trégua e deixam mais de 70 mortos em três dias
A campanha de bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã não reduz sua intensidade após um mês de guerra e, somente nos últimos três dias, foram atacadas três instalações nucleares, duas universidades, o edifício de uma emissora de TV catariana e zonas residenciais de Teerã, em ações que causaram mais de 70 mortes.
De fato, em 28 de março, quando se completou o primeiro mês do conflito, registrou-se um dos dias mais intensos de bombardeios na república islâmica, com 701 ataques em 278 pontos de 21 das 31 províncias iranianas, segundo dados da ONG de oposição HRANA, cuja sede fica nos Estados Unidos.
Cerca de 75% desses ataques ocorreram em Teerã, cidade de aproximadamente 10 milhões de habitantes que enfrenta bombardeios diários. Na capital, as incursões são tão frequentes que moradores afirmam já diferenciar o som dos caças - mais leve - do dos bombardeiros B2 - mais pesados e com bombas mais potentes -, em uma luta constante para conseguir dormir à noite.
As duas principais fábricas de aço do Irã, a Siderúrgica de Mobarakeh, no centro do país, e a Siderúrgica de Khuzestan, no oeste, foram atacadas na sexta-feira, atingindo um setor crucial para a economia nacional.
Somaram-se a esses alvos, no mesmo dia, o complexo de água pesada de Jondab, que interrompeu suas operações devido aos danos sofridos, e a unidade de "yellowcake" (concentrado de urânio) de Ardakan, duas substâncias fundamentais para o desenvolvimento de combustível no processo nuclear.
Ao longo da sexta-feira, 35 civis morreram no Irã e outros 60 ficaram feridos em decorrência dos ataques israelenses e americanos, segundo dados da HRANA (o governo iraniano informa apenas parcialmente o número de vítimas).
No sábado, a Universidade de Ciência e Tecnologia de Teerã foi alvo de um bombardeio que deixou um dos edifícios do complexo educacional em ruínas e causou danos a outras áreas. Este centro é um dos mais prestigiados do país no ensino técnico, fundado em 1929, e abriga centros de pesquisa vinculados à indústria de defesa.
Na mesma jornada, foram registrados ataques em zonas residenciais do leste e nordeste de Teerã, segundo a imprensa iraniana. O balanço de vítimas civis do sábado foi de 24 mortos e 88 feridos.
No domingo, outro centro de ensino superior foi atingido, desta vez a Universidade de Tecnologia de Isfahan, onde funcionam centros de pesquisa ligados ao programa de mísseis e drones iranianos.
Em Karaj, cidade vizinha a Teerã, uma torre de transmissão foi afetada, deixando parte da urbe sem luz por algumas horas. No domingo, 17 civis perderam a vida e outros oito ficaram feridos na campanha liderada por Washington e Tel Aviv.
Tudo isso ocorreu em apenas três dias de um conflito que já ultrapassa um mês, com mais de 10.000 bombardeios realizados pelos Estados Unidos e o lançamento de 15.000 bombas por parte de Israel.
JPS (EFE)
Parlamento iraniano debate saída do Tratado de Não Proliferação Nuclear
O Parlamento do Irã está debatendo a saída do país do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) após a guerra iniciada por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, segundo informou nesta segunda-feira (30/03) o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Ismail Baghaei.
"Este assunto está sendo debatido no Parlamento e na opinião pública; é uma questão importante e de grande alcance, cuja resposta não é simples", disse Baghaei em entrevista coletiva.
O diplomata afirmou que a opinião pública iraniana questiona o benefício de pertencer ao TNP se "as grandes potências, em nível internacional, impedem que o Irã desfrute dos direitos contemplados nele".
"Se a adesão a este tratado se reduz unicamente a um nome ou a um papel, e se o Irã não só não pode se beneficiar desses direitos, mas também é objeto de agressão e injustiça, que sentido tem tal filiação?"
Apesar disso, Baghaei assegurou que seu país continua cumprindo as obrigações estabelecidas no TNP e reiterou a postura oficial da república islâmica de que não busca armas nucleares.
Parlamentares iranianos já haviam anunciado em agosto do ano passado a apresentação de um projeto de lei para abandonar o TNP, do qual finalmente não se mencionou mais nada depois que os países europeus iniciaram um processo para reinstaurar as sanções das Nações Unidas.
Meses mais tarde, em outubro, o chefe da Organização de Energia Atômica do Irã (OEAI) e também vice-presidente, Mohammad Eslami, afirmou que a saída de seu país do tratado não estava na pauta mesmo após a reimposição das sanções da ONU.
O Irã aderiu em 1970 ao TNP, acordo que compromete os países signatários a não desenvolverem armas nucleares e a serem objeto de inspeções por parte da agência nuclear da ONU.
jps (EFE)
Irã confirma morte do comandante responsável por fechar o Estreito de Ormuz
A Guarda Revolucionária do Irã confirmou nesta segunda-feira (30/03) a morte do comandante de sua Marinha, o contra-almirante Alireza Tangsiri, em decorrência dos ferimentos sofridos em um ataque "enquanto organizava e reforçava as forças e o escudo defensivo das ilhas e costas utilizadas pelos inimigos agressores".
O corpo militar de elite iraniano indicou em comunicado que o comandante falecido "desferiu duros golpes que levaram à destruição de importantes instalações e infraestruturas do inimigo e à derrubada de um caça americano" durante a guerra.
A Guarda Revolucionária acrescentou ainda que sua morte não representará a interrupção dos esforços militares do país, que continuarão, em sua visão, com maior força contra os Estados Unidos e Israel.
"Tal como demonstraram nestes dias os combatentes da Força Naval da Guarda Revolucionária, que, na ausência deste valente comandante, mantiveram golpes contundentes e uma direção firme no cenário do Estreito de Ormuz", destacou o comunicado.
Israel havia anunciado na quinta-feira o assassinato do militar, que era o suposto responsável pelo fechamento do Estreito de Ormuz.
Estados Unidos e Israel assassinaram inúmeras autoridades iranianas desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. Entre os mortos estão o líder supremo do Irã, Ali Khamenei; o comandante-em-chefe da Guarda Revolucionária, o general Mohammad Pakpur; e o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, o general Abdorrahim Musavi.
JPS (EFE)
Refinaria de Haifa é atingida pela segunda vez em novo ataque do Irã
A refinaria de petróleo de Haifa, a maior cidade do norte de Israel, foi atingida nesta segunda-feira por mísseis iranianos pela segunda vez desde o início da guerra, sem deixar vítimas, segundo informaram diversos meios de comunicação locais.
Em imagens transmitidas por uma emissora israelense - que afirmou ter o aval do Exército de Israel para a exibição devido à censura vigente -, é possível ver que o ataque causou um incêndio na refinaria.
A emissora afirma ainda que o impacto ocorreu em um ataque conjunto lançado pelo Irã e pela milícia libanesa Hezbollah, embora Israel ainda não tenha confirmado esta informação.
No último dia 19 de março, a refinaria de Haifa também sofreu danos após ser atingida por mísseis iranianos, o que não causou feridos, mas provocou quedas de energia em alguns bairros da cidade.
Esta infraestrutura, a maior instalação do tipo em Israel, já havia suspendido suas operações de forma programada durante a chamada "Guerra dos Doze dias" em junho de 2025, quando Israel e, posteriormente, os Estados Unidos lançaram uma campanha de bombardeios sobre o Irã, respondida com ataques de Teerã contra o território israelense.
A situação no norte de Israel é mais complexa do que no restante do país, já que, além de sofrer os ataques do Irã, a região também enfrenta uma intensificação dos bombardeios da milícia xiita libanesa Hezbollah nos últimos dias.
jps (EFE)
Netanyahu recua e concede ao patriarca latino acesso "pleno e imediato" ao Santo Sepulcro
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, revogou na madrugada desta segunda-feira a proibição de entrada no Santo Sepulcro à máxima autoridade católica na Terra Santa, o patriarca latino Pierbattista Pizzaballa, e afirmou que este pode "celebrar serviços religiosos conforme desejar".
"Dei instruções às autoridades competentes para que seja concedido ao cardeal Pierbattista Pizzaballa, patriarca latino, acesso pleno e imediato à Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém", disse Netanyahu na rede social X, em um novo comunicado divulgado após ter justificado anteriormente o veto à basílica por motivos de "segurança".
Pizzaballa pretendia oficializar ontem, durante o Domingo de Ramos, uma bênção e uma missa privada, acompanhado de apenas outras três pessoas, na Basílica do Santo Sepulcro. A polícia israelense o impediu, apesar de ele estar respeitando as restrições de segurança que limitam a capacidade a 50 pessoas devido à guerra com o Irã.
A consternação internacional foi imediata, com líderes de países como Itália, França, Hungria, Espanha e Portugal condenando a medida adotada pelo governo israelense.
O próprio embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, também se manifestou, assinalando que as autoridades israelenses não estavam sendo igualmente restritivas com as orações judaicas.
"As igrejas, sinagogas e mesquitas de Jerusalém cumprem a restrição de 50 pessoas ou menos. Torna-se difícil compreender ou justificar que se impeça o patriarca de entrar na igreja no Domingo de Ramos para uma cerimônia privada", escreveu Huckabee no X, argumentando que "os quatro representantes da Igreja Católica estavam muito abaixo" do limite de 50 pessoas.
jps (EFE)