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Trump assinará decretos para aumentar importações de carne bovina e recompor rebanho dos EUA, diz Casa Branca

11 mai 2026 - 15h45
(atualizado às 16h29)
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O presidente dos Estados Unidos, Donald ‌Trump, deve assinar decretos nesta segunda-feira para permitir o aumento das importações de carne bovina para os EUA e apoiar a renovação do rebanho bovino do país, em um esforço para lidar com os altos preços da carne bovina, disse uma autoridade da Casa Branca.

A autoridade não forneceu detalhes sobre os dois decretos, que chegam em um momento em que o rebanho bovino ⁠dos EUA diminuiu para seu nível mais baixo em 75 anos e os preços da carne ‌bovina continuam a subir.

O Wall Street Journal havia informado anteriormente que Trump suspenderia temporariamente as cotas tarifárias sobre a carne bovina, o que permitiria que mais carne entrasse nos EUA com ‌tarifas mais baixas.

O jornal também afirmou que Trump orientará a ‌Administração de Pequenas Empresas a ampliar a concessão de crédito a pecuaristas e a ⁠reduzir as proteções a lobos-cinzentos e lobos-mexicanos, que atacam rebanhos, previstas na Lei de Espécies Ameaçadas de Extinção.

A expectativa de aumento nas importações de carne bovina do Brasil pressionou os contratos futuros de gado nos EUA após o encontro entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada. Na segunda-feira, os contratos futuros de gado vivo para junho na Bolsa ‌Mercantil de Chicago recuperaram as perdas iniciais e fecharam em leve alta.

Embora os preços de ovos, ‌leite e outros produtos básicos de ⁠supermercado tenham caído desde ⁠que Trump assumiu o cargo em janeiro de 2025, os preços da carne bovina continuaram a subir, um ⁠símbolo da inflação persistente para os consumidores norte-americanos, ‌à medida que a temporada de ‌churrascos de verão começa.

Em outubro passado, Trump ordenou que as importações de carne bovina da Argentina quadruplicassem e, um mês depois, removeu sua tarifa punitiva de 40% sobre a carne bovina e o café brasileiros.

As medidas pouco fizeram para reverter os preços da carne ⁠bovina, que subiram 12,1% em abril em comparação com o ano anterior, segundo o Índice de Preços ao Consumidor do Departamento do Trabalho. A carne bovina está mais de 16% mais cara do que quando Trump retornou ao cargo em janeiro de 2025.

HAMBÚRGUER

O rebanho bovino dos EUA diminuiu para o nível mais baixo em 75 ‌anos depois que os pecuaristas reduziram drasticamente seus rebanhos devido a uma seca persistente que devastou pastagens e aumentou os custos de alimentação. Os altos preços do gado também incentivaram os ⁠pecuaristas a venderem seus animais para abate, em vez de mantê-los para reprodução.

O Departamento de Agricultura dos EUA projetou que o país importará um recorde de 2,6 milhões de toneladas de carne bovina este ano, um aumento de cerca de 6% em relação a 2025 e 25% em relação a 2024.

A maior parte das importações consiste em cortes magros de carne bovina, que são misturados com o fornecimento norte-americano para produzir carne moída, afirmou David Anderson, economista agrícola da Universidade Texas A&M. Ele disse que um aumento nas importações poderia ajudar as hamburguerias a reduzir seus custos com ingredientes, mas não espera uma queda significativa nos preços para os consumidores.

"Já estávamos importando uma quantidade recorde. Quanto mais isso vai adicionar ao que já importávamos?", disse Anderson. "Tenho dificuldade em imaginar que isso terá um grande impacto nos preços. Seria difícil que isso representasse um grande aumento na oferta."

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