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Austrália endurece proibição do uso de redes sociais por menores e dobra possíveis penalidades

27 jun 2026 - 13h36
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A Austrália anunciou neste sábado ‌que dobraria a penalidade máxima que pode impor às empresas de tecnologia que não cumprirem uma proibição inovadora do uso de redes sociais por crianças, à medida que se acumulam evidências de que a proibição teve pouco efeito sobre o uso por adolescentes.

O governo também reforçará os ⁠poderes de coleta de informações do órgão regulador da internet, o Comissário ‌de Segurança Digital (eSafety Commissioner), permitindo que ele obrigue as empresas de redes sociais a apresentar evidências das medidas tomadas para impedir que menores ‌de 16 anos criem contas.

Com as mudanças, ‌a multa máxima por falhas sistemáticas no cumprimento da proibição ⁠salta de 49,5 milhões de dólares australianos para 99 milhões de dólares australianos (US$68 milhões).

O governo reiterou que o eSafety está investigando ativamente o possível descumprimento por parte de cinco plataformas: Instagram e Facebook, da Meta; YouTube, do Google ; Snapchat, da Snap, e TikTok.

A proibição australiana, em vigor há ‌seis meses, está sendo acompanhada de perto por muitos países que buscam ‌segui-la devido às preocupações ⁠com o impacto ⁠das redes sociais na saúde mental e física dos jovens.

O Reino Unido anunciou este ⁠mês que planeja restrições ainda ‌mais amplas, já que plataformas ‌de jogos e transmissões ao vivo também serão afetadas.

"Estou animado com a mudança no debate e com o impulso global que temos visto desde a introdução da idade mínima para redes sociais, mas ⁠está claro que as grandes empresas de tecnologia não estão fazendo o suficiente para cumprir a lei - ainda há muitas crianças nas redes sociais", disse o primeiro-ministro Anthony Albanese em um comunicado.

O comunicado informou que, desde que a proibição entrou ‌em vigor, mais de 5 milhões de contas de menores de 16 anos foram desativadas ou restritas.

No entanto, diversos estudos também demonstraram que ⁠os mecanismos de verificação de idade, como tirar uma selfie, que foram implementados pelas empresas de tecnologia, são facilmente contornados pelas crianças e que, em muitos casos, elas nunca foram solicitadas a comprovar sua idade.

De acordo com um estudo publicado esta semana no British Medical Journal, que analisou 408 adolescentes, 85% dos australianos com idades entre 12 e 15 anos ainda usavam as redes sociais três meses após a proibição entrar em vigor.

Dois terços dos usuários menores de idade permaneceram online declarando ter mais de 16 anos ou postando uma selfie que a plataforma aceitou como sendo de alguém com mais de 16 anos, segundo o estudo.

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