Tragédia em Juiz de Fora: Chuva histórica deixa mortos, desaparecidos e rastro de destruição
A prefeita Margarida Salomão, disse, nas redes sociais, que a cidade teve 584 milímetros de chuvas acumuladas. O número torna o mês de fevereiro o mais chuvoso da história do município mineiro
O município de Juiz de Fora, em Minas Gerais, vive um cenário de guerra nesta terça-feira (24) após o fevereiro mais chuvoso da sua história. O temporal devastador já deixou 16 mortos e 440 pessoas desabrigadas, forçando a prefeitura a decretar estado de calamidade pública. Com o dobro de chuva esperado para todo o mês, o volume de água acumulado chegou a impressionantes 584 milímetros, transformando ruas em rios e soterrando dezenas de moradias em áreas de encosta.
Juiz de Fora
O Corpo de Bombeiros trabalha intensamente para localizar mais de 40 desaparecidos em meio à lama e aos escombros. A situação é mais crítica no bairro Parque Burnier, onde 17 pessoas sumiram, incluindo mais de cinco crianças. Equipes de elite com cães de busca foram enviadas para reforçar os resgates, enquanto o Hospital de Pronto Socorro (HPS) recebe os sobreviventes retirados dos soterramentos. Devido ao perigo e aos bloqueios em pontes e vias principais, todas as aulas na rede municipal foram suspensas por tempo indeterminado.
O caos também se espalha por outras cidades da Zona da Mata. Em Ubá, seis mortes já foram confirmadas após o ribeirão que corta a cidade transbordar e invadir a Avenida Beira Rio. Em apenas seis horas, o município registrou 124 milímetros de chuva, deixando rastro de destruição. Já em Matias Barbosa, o prefeito também declarou calamidade pública para tentar agilizar o socorro às famílias atingidas pelas enchentes. A previsão do tempo não é animadora e indica que novas pancadas de chuva podem atingir a região nas próximas horas.
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