Tiros! Policial é baleado ao sair da igreja; filho vê tudo e se desespera
Testemunhas contaram que o policial foi atingido por muitos tiros, e depois, o filho da vítima correu em desespero ao ver o ocorrido com o pai
O Brasil parou para assistir, mais uma vez, a um cenário de violência extrema que vitimou um policial civil. Na noite do último domingo, o agente Elber Fares, que servia na 166ª Delegacia de Polícia (Angra dos Reis), foi brutalmente assassinado na frente de seu próprio filho, ao sair de uma igreja no bairro Balneário, Rio de Janeiro. A tragédia, registrada por câmeras de segurança, mostra a audácia e a crueldade dos criminosos, que agiram sem hesitação e à luz de uma comunidade que tentava viver em paz.
Como tudo ocorreu?
O crime aconteceu por volta das 21h. O agente Fares, ao se aproximar de seu carro, foi surpreendido por um veículo que se aproximou. Em questão de segundos, múltiplos disparos foram feitos em sua direção. O que veio a seguir foi um momento de puro desespero: o filho da vítima, em prantos, correu em direção ao pai, que já estava caído no chão. Mesmo com o rápido socorro do Corpo de Bombeiros, Fares não resistiu aos ferimentos e faleceu no Hospital Municipal da Japuíba.
A investigação, conduzida pela 166ª DP, já trabalha com uma linha de apuração inicial: a de que traficantes da região estejam envolvidos no crime. Angra dos Reis, assim como outras cidades do Rio de Janeiro, vive uma guerra constante pelo controle de territórios. A morte de Fares, um policial atuante na região, pode ter ligação direta com o trabalho de combate ao crime organizado. Para localizar os suspeitos, uma força-tarefa foi montada na rodovia Rio-Santos, com bloqueios e revistas a veículos, além da análise de imagens de câmeras de segurança de estabelecimentos próximos e do estádio municipal.
O assassinato de Elber Fares é um lembrete doloroso da vulnerabilidade dos agentes de segurança pública. Longe das estatísticas e dos noticiários, há um ser humano que dedicou a vida para proteger a sociedade. No caso de Fares, era um pai, que viu o momento mais feliz de sua semana — a saída de um culto — ser transformado em seu último suspiro.
A busca por justiça não é apenas pela família do agente, mas por toda a sociedade. O esclarecimento desse crime e a prisão dos responsáveis são cruciais para reafirmar a autoridade do Estado. Que a morte de Elber Fares não seja apenas mais uma tragédia, mas um chamado urgente para que as autoridades redobrem o esforço em combater o crime organizado e a violência urbana.