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Ter um cachorro pode salvar seu coração

Estudos indicam que donos de cães possuem risco 24% menor de morte e melhor saúde cardiovascular

9 mar 2026 - 22h39
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A convivência com animais de estimação, especialmente cães, está diretamente ligada à longevidade e à redução do estresse em humanos. Muitas pessoas crescem com o desejo de ter um animal de estimação, mas nem todas imaginam que essa escolha pode ser uma questão de saúde pública. Segundo matéria do The New York Times, O cardiologista e economista Dhruv Kazi sempre foi obcecado por cachorros, mas só realizou o sonho da adoção aos 40 anos. Após se mudar para Boston e enfrentar o isolamento severo da pandemia em 2021, ele adotou Rumi, um filhote de vizsla. Segundo o médico, a presença do animal foi absolutamente crucial para manter sua sanidade mental em um período de imensa solidão.

Ter um cachorro pode reduzir em 24% o risco de morte e melhorar saúde cardíaca
Ter um cachorro pode reduzir em 24% o risco de morte e melhorar saúde cardíaca
Foto: Canva Fotos / Perfil Brasil

Pesquisas realizadas ao longo de décadas reforçam essa percepção pessoal com dados científicos robustos. Ter um animal de estimação está associado a uma pressão arterial mais baixa e ao risco reduzido de doenças cardiovasculares. Uma revisão de estudos publicada em 2019 trouxe um dado impressionante: ter um cachorro está associado a um risco 24% menor de morrer por qualquer causa em um período de dez anos. A American Heart Association chegou a dedicar uma declaração científica ao tema, afirmando que a posse de um cão pode ser razoável para a redução de riscos cardíacos.

O papel do passeio com o cachorro na longevidade

Entretanto, especialistas debatem se essa relação é de causa ou apenas uma correlação. "Donos de animais de estimação em geral, mas donos de cachorros em particular, têm vidas mais longas e saudáveis do que pessoas que não têm animais", diz Kazi. Uma das teorias é o aumento da atividade física. Adrian Bauman, professor emérito na Universidade de Sydney, ressalta ao The New York Times que é preciso distinguir o ato de ter um cachorro de realmente passear com ele. Segundo Bauman, 150 minutos de atividade moderada por semana são atingidos pela maioria dos donos que caminham com seus pets.

A saúde do dono e do animal parecem estar conectadas de forma profunda. Tove Fall, professora de epidemiologia na Suécia, conduz pesquisas que mostram que o ambiente compartilhado influencia ambos. Se um cachorro desenvolve diabetes tipo 2, seu dono tem maior probabilidade de enfrentar a mesma condição. "Você compartilha seu ambiente doméstico com seu cachorro", diz Fall, reforçando que o estilo de vida do tutor costuma ser refletido no animal.

Além dos benefícios físicos, o bem-estar mental é um pilar fundamental dessa relação. Para quem mora sozinho, o cachorro combate as consequências do isolamento. Mesmo os amantes de gatos encontram benefícios, como o alívio do estresse que reduz o risco de infartos. Embora animais exijam recursos financeiros e emocionais, o retorno em saúde parece compensar o investimento.

Perfil Brasil
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