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Twitter tentou comprar o Clubhouse por US$ 4 bilhões

Ao mesmo tempo, a rede social do passarinho desenvolve uma solução inspirada no concorrente, o Espaços

8 abr 2021
10h50
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O Twitter tentou comprar a rede social Clubhouse por US$ 4 bilhões de dólares, mas as negociações foram interrompidas, informou a Bloomberg na quarta-feira 7 à noite. Não foi explicado qual empresa iniciou as negociações nem quando estas aconteceram.

O Clubhouse, fundado em março de 2020, é a rede social de áudio que chamou a atenção de milhões de usuários ao longo dos últimos meses, principalmente de amantes de tecnologia e empreendedores que querem alcançar uma audiência via áudio. Similar ao rádio, a plataforma permite que oradores criem salas de bate-papo com ouvintes em tempo real, sem conteúdo algum em texto.

Apesar do furor causado recentemente, o aplicativo continua exclusivo para celulares iOS e exige que os usuários sejam convidados para se cadastrar. Segundo a Bloomberg, o Clubhouse procura levantar uma rodada de investimentos que pode alçar a empresa a uma avaliação de mercado de US$ 4 bilhões — mesmo valor que estava sendo discutido na mesa de negociações com o Twitter.

Disputa acirrada

O Clubhouse atraiu os olhares de diversas empresas do Vale do Silício. O próprio Twitter, por exemplo, desenvolve desde dezembro uma solução própria bastante similar ao concorrente, o Espaços, ainda em fase beta e com previsão de chegar a todos os usuários até o final deste mês de abril.

O Facebook (conhecido por se 'inspirar' em soluções de concorrentes, como o Snapchat e TikTok) já sinalizou que desenvolve sua própria solução. O LinkedIn, Slack e Discord já anunciaram que vão seguir o caminho das salas do Clubhouse.

A vantagem para esses pesos pesados do mercado é que já existe uma base de milhões de usuários nessas plataformas, o que significa que o Clubhouse, cujo aplicativo foi baixado por 10 milhões de usuários, pode estar em desvantagem nesse aspecto.

Não por acaso, nesta semana, o Clubhouse anunciou um recurso de monetização para usuários, sem que estes sejam cobrados em taxas — diferente do que faz o Youtube, por exemplo, que tira uma parcela de cada vídeo monetizado.

Usuários do aplicativo de áudio poderão enviar pagamentos aos criadores de conteúdo que tenham o recurso habilitado. O Clubhouse disse que uma pequena taxa cobrada por operadoras de cartões de crédito será cobrada. A empresa acertou uma parceria com a processadora de pagamentos Stripe. / COM REUTERS

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Estadão
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