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São Paulo bloqueia 331 mil Bilhetes Únicos após reconhecimento facial

Mais de 331 mil cartões de Bilhete Único estavam envolvidos com algum tipo de fraude...

12 jun 2019
15h05
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A Prefeitura de São Paulo bloqueou 331.641 cartões de Bilhete Único nos últimos dois anos por meio da tecnologia de reconhecimento facial. A tecnologia é empregada para encontrar cartões que sejam utilizados por terceiros, dessa maneira, evitando fraude.

Foto: TecMundo

O Bilhete Único é um cartão vendido pela Prefeitura de São Paulo para o usuário comprar passagens de ônibus e metrô, ou receber benefícios de Vale Transporte. Ele permite que o usuário faça integrações com taxas menores e mais 'corridas' gratuitamente por um período de tempo.

Até março de 2019, todos os Bilhetes Únicos eram emitidos com uma foto do usuário para evitar a fraude. Porém, desde que a tecnologia de reconhecimento facial vem ficando mais robusta e, ao mesmo, o banco de dados da prefeitura aumenta, os cartões agora emitidos não contam mais com foto — já são 409 mil modelos como este circulando, afirma o Agora.

A Prefeitura de São Paulo afirma que esse banco de dados é compartilhado com outros órgãos quando solicitado, como a Polícia Militar e a Polícia Civil do estado. A SPTrans, responsável pelos ônibus da capital, diz que a tecnologia de reconhecimento facial age no momento que o passageiro passa o Bilhete Único: uma câmera acima dos validadores bate a imagem com o banco de dados para buscar algum possível problema.

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O banco de dados da prefeitura é alimentado diariamente. No momento que os ônibus param de rodar durante a noite ou madrugada, as imagens são enviadas para um servidor e, nesse momento, que ocorre a análise de fotos.

Caso a prefeitura encontre fraude, o Bilhete Único é bloqueado e o usuário é chamado para prestar esclarecimento para prefeitura e SPTrans. Especificamente, as autoridades têm como objetivo evitar que terceiros usem o benefício da gratuidade entregue para idosos e pessoas com deficiência, além do desconto na tarifa para estudantes. A utilização do cartão nesses termos, sem a devida necessidade, configura crime.

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De acordo com a SPTrans, "o custo inicial de desenvolvimento, implantação e manutenção do software de tecnologia nacional foi de R$ 2,1 milhões" — a instalação das câmeras começou em 2015 e custou cerca de R$ 74 milhões, afirma o Agora.

  • O assunto pode ser polêmico e, se tiver interesse, você pode acompanhar a matéria "Até que ponto estamos sendo espionados?"
TecMundo
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