2 eventos ao vivo

Pesquisadores criam tecidos humanos sintéticos com impressora 3D

Futuramente, a descoberta pode ser usada para desenvolver órgãos para pacientes que precisam de tran...

12 mai 2019
16h08
  • separator
  • comentários

Pesquisadores da Rice University e da University of Washington, ambas localizadas nos Estados Unidos, criaram tecidos humanos sintéticos por meio de bioimpressão 3D. A equipe de bioengenheiros conseguiu estruturar redes vasculares emaranhadas de modo a imitar os canais para passagem de ar, sangue e outros fluidos vitais para o corpo humano. O protótipo desenvolvido por eles é um modelo de pulmão feito de hidrogel capaz distribuir oxigênio para veias e artérias próximas.

A pesquisa, capa da edição da semana passada da revista Science, também realizou experimentos em ratos, implantando neles alguns dos tecidos bioimpressos. De acordo com o professor de bioengenharia Jordan Miller, um dos responsáveis pela investigação, a maior dificuldade encontrada pela equipe foi a incapacidade de imprimir a complexa vascularização necessária para carregar os nutrientes em tecidos densamente populados. 

Foto: TecMundo

(Fonte: Rice University/Reprodução)

Miller também explicou que a estrutura dos órgãos e da vascularização do corpo humano torna o processo ainda mais complexo. Como as redes de vascularização são interconectadas, sua arquitetura está intimamente relacionada com as funções dos tecidos. "A nossa é a primeira tecnologia de bioimpressão que aborda o desafio da multivascularização de forma direta e compreensiva", completou o pesquisador.

Mesmo que a descoberta ainda precise de aprimoramentos até poder ser usada de maneira clínica, o objetivo da equipe é conseguir fazer a bioimpressão de órgãos humanos saudáveis e funcionais. Com isso, seriam beneficiados pacientes que estão no aguardo de um transplante. A tecnologia desenvolvida por eles também pode diminuir as possibilidades de rejeição e proporcionar mais conforto às pessoas transplantadas, evitando que precisem se submeter a tratamento imunossupressor após o procedimento. 

Os pesquisadores acreditam que a tecnologia pode ser utilizada para atender pacientes em escala global. De acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, no Brasil há mais de 30 mil pessoas na fila para conseguir um transplante, indicando a utilidade desse tipo de pesquisa. 

TecMundo
  • separator
  • comentários
publicidade