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Nos EUA, Câmara investiga uso de notícias por empresas de tecnologia

Audiência foi a primeira parte do que promete ser uma longa investigação sobre concorrência desleal praticada pelas gigantes do setor

12 jun 2019
12h31
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Deputados americanos dos partidos republicano e democrata sugeriram nesta terça-feira, 11, que pode ser necessário alterar a legislação atual para a indústria de notícia dos Estados Unidos à medida que os congressistas iniciaram uma investigação bipartidária sobre o domínio do mercado das empresas do Vale do Silício. Em uma audiência do Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes, associações de mídia acusaram as empresas gigantes de tecnologia de colocar em risco a sobrevivência econômica da indústria de notícias, colocando conteúdo noticioso em suas plataformas sem compensação financeira.

"Esta é a primeira investigação antitruste significativa realizada pelo Congresso em décadas", disse o deputado democrata David Cicilline, que comanda o painel antitruste da comissão, no início da audiência. Para ele, a investigação está atrasada e o Congresso deve determinar se as leis antitruste "estão equipadas para os problemas de concorrência de nossa economia moderna".

Ele notou as grandes demissões no setor de notícias nos últimos anos e disse que a posição dominante das plataformas online no mercado publicitário "criou uma catástrofe econômica para os editores de notícias, forçando-os a reduzir seus investimentos em jornalismo de qualidade".

Como solução parcial, Cicilline propôs uma lei que estabeleça uma isenção antitruste que permitiria que as empresas de notícias se unissem para negociar taxas de receita com grandes plataformas de tecnologia. Ele chamou a medida de "apoio à vida, não o remédio para a saúde a longo prazo" do negócio de notícias.

A posição do democrata foi apoiada pelo deputado republicano Doug Collins. Abordando a questão mais ampla do antitruste, no entanto, ele apontou que "não é necessariamente ruim" a questão, acrescentando que os legisladores precisam proceder com cautela.

Estadão
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