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Tribunal do Irã convoca CEO do Facebook para depoimento

27 mai 2014
09h41
atualizado às 10h48
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Um tribunal da Província de Fars, no Irã, emitiu uma intimação contra Marck Zuckerberg, fundador do Facebook, relacionada ao crime de violação de intimidade, informou nesta terça-feira a agência iraniana "Isna". De acordo com a fonte, Zuckerberg foi intimado a declarar no curso de uma investigação sobre várias denúncias de iranianos por violações de seu direito à privacidade. Embora o Facebook seja bloqueado no país, milhões de iranianos possuem perfil nesta rede social.

<p>Mark Zuckerberg foi convocado pela corte iraniana para esclarecer sobre "problemas de priviacidade" nos apps WhatsApp e Instagram</p>
Mark Zuckerberg foi convocado pela corte iraniana para esclarecer sobre "problemas de priviacidade" nos apps WhatsApp e Instagram
Foto: Divulgação

No entanto, para justiça da república islâmica, a queixa não se relaciona com a rede social, mas sim com os aplicativos Whatsapp e Instagram, ambos de propriedade do Facebook. Ruhollah Momem Nasab, diretor-adjunto da divisão da internet do Ministério de Cultura e Orientação Islâmica do Irã, assegurou à agência citada que Zuckerberg terá que se defender da acusação de que os aplicativos violaram a privacidade de vários denunciantes.

"Com base nas ordens do juiz, o presidente sionista do Facebook (em referência à origem judaica de Zuckerberg) ou seu advogado deverá comparecer perante a corte para se defender ou compensar pelos danos causados. Esta é a prática comum no mundo todo", assinalou. De acordo com Nasab, além de intimar o fundador do Facebook, o tribunal de "Fars" também ordenou a proibição dos dois aplicativos, que, em breve, deverão ser bloqueados.

Na última semana, a justiça iraniana já havia ordenado a proibição do Instagram pela suposta violação da privacidade que representa. A decisão, que também não foi imposta até o momento, foi recebida com duras críticas pelos internautas iranianos, que passaram a usar a hashtag #IranNetFreedom para exigir mais liberdade na rede da república islâmica.

No mês de abril, o Grupo de Trabalho de Determinação do Conteúdo Criminal Online ordenou o bloqueio do aplicativo Whatsapp por sua relação com o Facebook, rede social que foi proibida no Irã após os protestos populares contra a polêmica reeleição de Mahmoud Ahmadinejad em 2009.

No entanto, o presidente iraniano, Hassan Rohani, que se mostra partidário de uma maior liberdade na Internet, cancelou a decisão do grupo de controle no início deste mês e liberou o acesso ao Whatsapp.

O Irã impede o acesso a dezenas de aplicativos e a cerca de 5 milhões de páginas na internet, embora muitos iranianos consigam burlar essa limitação com programas antifiltros, VPN e navegadores seguros que fornecem um novo endereço de IP.

Vários membros do governo de Rohani, como o titular das Relações Exteriores, Mohamad Yavad Zarif, e o ministro da Cultura, Ali Yanatí, transgridem os desejos dos mais conservadores e mantêm contas no Facebook ou Twitter.

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EFE   
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