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Gigantes da tecnologia lançam campanha para limitar vigilância dos EUA

Google, Microsoft, Apple , Facebook, Twitter, AOL , LinkedIn e Yahoo! publicaram uma carta pública cobrando do governo e Congresso dos EUA uma revisão nos sistemas de espionagem e coleta de dados

9 dez 2013
08h37
atualizado às 09h57
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Oito gigantes da tecnologia, Google, Microsoft, Apple, Facebook, Twitter, AOL, LinkedIn e Yahoo! publicaram uma carta pública em jornais dos EUA e abriram um site - http://reformgovernmentsurveillance.com/ - cobrando do governo e Congresso americano uma revisão nos sistemas de espionagem e coleta de dados.

No texto da carta, intitulada Carta Aberta a Washington, as empresas dizem que entendem que os governos têm o dever de proteger seus cidadãos. Mas as revelações deste verão destacou a necessidade urgente de reformar as práticas de vigilância do governo em todo o mundo.

Documentos vazados pelo ex-técnico de inteligência Edward Snowden revelaram que a Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês) invadiu e provavelmente teve algumas dessas companhia como alvo de espionagem, o que levou Microsoft, Google e Yahoo! a aumentar a criptografia de seus dados.

Na carta, as companhias dizem compreender a necessidade dos governos protegerem a segurança de seus cidadãos, mas acreditam que as leis e práticas atuais precisam de reformas.

A campanha das empresas pela reforma na vigilância dos governos detalha cinco preocupações principais, incluindo a limitação ao poder dos governos em coletar informações de usuários, transparência sobre solicitações governamentais e a prevenção a conflitos entre governos.

Obama disse na semana passada ter a intenção de propor uma reforma da NSA para assegurar aos cidadãos norte-americanos que a privacidade deles não está sendo violado pela agência.

"A segurança dos dados de usuários é crítica, razão pela qual nós investimos tanto em criptografia e lutamos por transparência acerca de solicitações por informações pelo governo", diz um trecho da carta replicado pelo presidente-executivo do Google, Larry Page, em sua página na internet.

"Isso é afetado pela aparente coleta de dados no atacado, de maneira secreta e sem supervisão independente, conduzidas por muitos governos ao redor do mundo. É tempo de uma reforma e pedimos ao governo dos EUA que lidere este caminho."

Em uma medida para acalmar usuários insatisfeitos, a Microsoft afirmou na semana passada que vai contestar judicialmente qualquer tentativa por parte de agências de inteligência dos EUA de acessar dados de clientes empresariais estrangeiros sob o julgo de leis de vigilância dos EUA.

Com informações da Agência Reuters

Fonte: Terra
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