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Startups do Cubo levantaram mais de R$ 480 mi em aportes nos últimos dois anos

Ao todo, 250 empresas mantêm atividades com o centro de inovação do Itaú, seja no prédio em São Paulo ou uma plataforma digital; em quatro anos, espaço sediou 2,7 mil eventos

20 set 2019
13h20
atualizado às 17h14
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O centro de inovação Cubo Itaú anunciou nesta sexta-feira, 20, que suas startups residentes receberam mais de R$ 480 milhões em investimento nos últimos dois anos e faturaram mais de R$ 540 milhões em 2019 - mais que o dobro em relação ao ano anterior, quando as startups faturaram R$ 230 milhões. Os números foram anunciados em evento na sede do Cubo, em São Paulo, em comemoração aos quatro anos do centro de inovação.

"O cenário do ecossistema de startups mudou muito nos últimos anos. O Brasil virou um grande foco de investimentos de capital de risco, e as apostas do grupo japonês SoftBank provam isso", afirmou Pedro Prates, diretor do Cubo. "E isso não vai parar no SoftBank: cada vez mais as startups vão fazer parte dos negócios no País", disse.

Em quatro anos, o Cubo já ocupa sua segunda sede na Vila Olímpia, zona sul da capital paulista - o primeiro, inaugurado em 2015, hoje é ocupado pela startup Gympass, um dos unicórnios brasileiros. Atualmente, cerca de 250 startups mantém atividades no Cubo, seja no prédio físico da Vila Olímpia ou por meio de uma plataforma digital - só em 2019, mais de 2 mil startups procuraram o Cubo para serem residentes.

O centro de inovação conecta as startups com outras startups, e também com investidores, universidades e corporações. Nos últimos quatro anos, o Cubo realizou mais de 2,7 mil eventos e, todos os dias, mais de 2 mil pessoas circulam pelo espaço em SP.

Em 2019, as startups do Cubo fecharam mais de 180 negócios com grandes corporações. "As startups podem ajudar no crescimento e na eficiência das empresas, e já temos bons exemplos de corporações que já entenderam essa dinâmica", afirma Renata Zanuto, diretora do Cubo. No centro de inovação, existem startups com soluções para 15 segmentos de mercado.

Novos desafios

Para Pedro Prates, as mudanças dos últimos anos, principalmente relacionadas ao acesso de capital, deixou o mercado de startups "mais apetitoso" para quem quer empreender, e também colocou novos desafios para o Cubo: "O crescimento gera necessidades. Precisamos conectar as startups com esses investimentos, além de ligá-las a clientes e talentos", afirma.

Um dos planos do Cubo para os próximos anos é expandir sua plataforma digital para se tornar um centro de inovação de relevância internacional. "Queremos ajudar também o desenvolvimento da América Latina, e ajudar as startups brasileiras que miram o mercado internacional", diz Renata Zanuto.

Estadão
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