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Startups brasileiras receberam US$ 144 mi em aportes em abril

Aportes recebidos por Petlove, Cargo X e Sanar, porém, concentram 97% de todo o volume investido no mês; primeiro terço do ano teve valor recorde em cheques

7 mai 2020
14h30
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O mercado de investimentos em startups parece ter se recuperado em abril: após ter queda de até 85% em março, o volume dos aportes realizados no Brasil somou US$ 144 milhões no mês passado, de acordo com levantamento realizado pela empresa de inovação Distrito. De acordo com o estudo, 20 aportes foram realizados no mês passado em startups do País.

Três cheques, porém, contabilizaram 97% dos valores investidos no País por fundos e investidores de risco: os R$ 250 milhões aportados pelo SoftBank na Petlove, os US$ 80 milhões recebidos pela CargoX e os R$ 60 milhões captados pela startup médica Sanar.

Em levantamento divulgado nesta quinta-feira, 7, a empresa de inovação mostra que os investimentos realizados ao longo do primeiro terço do ano tiveram recorde em captação pelas startups brasileiras, com US$ 480 milhões - alta de 20% na comparação com o mesmo período de 2019, quando as empresas novatas do País levantaram US$ 400 milhões em aportes. O número de rodadas, porém, caiu marginalmente, de 90 cheques no ano passado para 89 este ano.

É cedo para dizer, porém, que o mercado de investimentos em startups está recuperado da crise do coronavírus - a hipótese mais provável é a de que os cheques deste mês estiveram represados por conta do impasse das primeiras semanas da pandemia. A concentração dos valores em apenas três cheques mostra isso também.

Aquisições

O estudo do Distrito também mostrou que 30 aquisições de startups foram realizadas ao longo dos quatro primeiros meses de 2020. O número já é superior às 22 aquisições realizadas ao longo de todo o ano de 2018.

Em abril, foram quatro operações deste tipo, disse a empresa de inovação. No estudo, projeta-se que, caso o ritmo seja mantido, o ano terá 78 fusões e aquisições realizadas - o que não deve acontecer por conta da pandemia do novo coronavírus.

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Estadão
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