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Startup Daki, de supermercado digital, levanta US$ 170 milhões

Presente hoje em 20 bairros de São Paulo, a empresa promete entregas em até 15 minutos e já trabalha com alimentos frescos

21 jul 2021 10h39
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A Daki, startup brasileira de supermercado digital anunciou há pouco um aporte Série A de US$ 170 milhões, equivalente a R$ 870 milhões. A rodada foi liderada pela Tiger Global, GGV Capital e Balderton Capital. Além disso, contou também com a participação de Monashees, Kaszek Ventures, HV Capital, Activant Capital, Greycroft e FJ Labs. Hoje presente em 20 bairros de São Paulo, por meio de 10 centros logísticos, a Daki promete entregas em até 15 minutos e já trabalha com alimentos frescos.

A startup fundada em janeiro deste ano fez uma fusão no mês passado com a americana JOKR, que tem o mesmo modelo de negócios em países como Estados Unidos, México e Peru. O aporte, portanto, vai servir para a expansão mundial e tem a meta de 100 pequenos centros de distribuição (ou darkstores, como a empresa classifica) no Brasil até o fim do ano. Por aqui, a expansão será focada em São Paulo e Rio de Janeiro.

O modelo de negócios da startup é ter centros de distribuição de pequeno porte, com menor variedade de produtos do que os supermercados. Para os fundadores, o segredo da empresa é o baixo custo de implantação desses minimercados sem acesso ao público.

O co-fundador e responsável pelas operações da Daki, Rodrigo Maroja, diz que sem a necessidade de espaço para circulação de clientes, caixas registradoras e sem precisar arcar com os custos de pontos comerciais em vias de grande circulação, eles conseguem crescer mais rapidamente de forma mais barata.

Além disso, a estratégia é, por meio do uso de dados, ter na loja exatamente o que os clientes da região costumam comprar. Assim, mesmo com menos opções na gôndola digital, o consumidor estaria atendido. "Hoje temos cerca de mil SKUs, podemos chegar a 1,5 mil ou 2 mil, mas não teremos 10 mil como os supermercados", diz Alex Bretzner, chefe de marketing e co-fundador da empresa.

A Daki não abre dados de faturamento, nem de números de pedidos, mas diz que no segundo trimestre de 2021 teve crescimento de 700% em pedidos ante seu primeiro trimestre de atuação. "O aporte terá três funções principais: expansão de infraestrutura no Brasil e no mundo, evoluir a experiência do cliente e montar um time de ponta, contratando pessoas", diz Rafael Vasto, CEO da Daki.

Estadão
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