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O Boticário lança no mercado fragrância feita com inteligência artificial

Linha Egeo ON foi criada em parceria com a casa perfumista Symrise e o sistema Watson, da IBM; ao combinar ingredientes, robô utilizou fórmulas pouco usuais para a indústria

5 jun 2019
05h13
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Se depender das intenções do Grupo Boticário, os brasileiros passarão a andar por aí com um "cheirinho" de tecnologia. Isso porque a empresa começou a vender, nos últimos dias, uma nova linha de fragrâncias criadas com ajuda de inteligência artificial. Voltada para o público millenial, a linha Egeo ON nasceu a partir de uma parceria da empresa brasileira com a casa perfumista Symrise e a IBM, que colocou seu sistema Phylira à disposição da criação de novos perfumes.

"Ensinamos o computador o processo de criação de uma fragrância e inserimos dados sobre as mais de 3 mil matérias primas que usamos nos perfumes", contou Jean Bueno, gerente de perfumaria da empresa, ao Estado em novembro de 2018, quando a parceria foi anunciada. A inteligência artificial também recebeu informações sobre vendas e recepção do público nos últimos anos - afinal, a ideia era criar a fórmula perfeita.

Nas primeiras versões, as fragrâncias incluíam combinações pouco usuais - como jasmim, normalmente usado em perfumes femininos, em um produto unissex. Na combinação final, ingredientes como pepino e leite condensado foram misturados a frutas, flores, especiarias e madeiras. As duas fragrâncias estão presentes nas linhas Egeo On You ("mais quente", segundo a marca) e Egeo on Me ("mais fria"), já disponíveis em produtos como colônia, gel pós-barba e hidratante corporal.

A empresa também viu vantagens no tempo de criação dos produtos: foram cinco meses de trabalho - normalmente, uma fragrância leva pouco mais de um ano para ser totalmente desenvolvida. Mas o próprio especialista reconheceu a diferença: "98% do trabalho foi da máquina, mas os 2% do perfumista foram fundamentais. É a sensibilidade dele que dá o toque final", disse o executivo d'O Boticário. Por enquanto, os empregos humanos respiram aliviados - e sem cheirinho de queimado vindo por aí.

Estadão
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