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E-mails sugerem que Zuckerberg sabia de práticas duvidosas

Segundo 'Wall Street Journal', equipe da rede social encontrou emails em que executivo levanta dúvidas sobre privacidade de terceiros

12 jun 2019
13h58
atualizado às 16h01
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Há um novo temor rondando o Facebook: que venham à tona e-mails que mostrem que seu presidente executivo e fundador, Mark Zuckerberg, tinha ciência de práticas problemáticas que a empresa praticava quanto à privacidade de seus usuários. Segundo reportagem publicada nesta quarta-feira, 12, pelo jornal americano Wall Street Journal, a equipe da gigante de tecnologia encontrou e-mails em que o executivo levanta dúvidas sobre algumas práticas de compartilhamento de dados dos usuários com empresas terceiras.

A equipe do jornal não teve acesso direto ao conteúdo das mensagens, mas sim a descrições do que elas continham - conforme a publicação, há a sugestão de que Zuckerberg sabia de problemas potenciais da plataforma. É algo que pode complicar a situação da empresa, atualmente sob investigação da Comissão Federal do Comércio americana (FTC, na sigla em inglês).

Presidente do Faceboo, Mark Zuckerberg testemunha perante Comitê do Congresso dos EUA. 11/4/2018. REUTERS/Aaron P. Bernstein
Presidente do Faceboo, Mark Zuckerberg testemunha perante Comitê do Congresso dos EUA. 11/4/2018. REUTERS/Aaron P. Bernstein
Foto: Reuters

Se os emails forem incluídos no processo, ainda em andamento, o Facebook pode enfrentar multas e punições maiores que o previsto - nos resultados financeiros deste ano, a empresa estimou que terá de pagar entre US$ 3 bilhões e US$ 5 bilhões à autoridade regulatória americana. O inquérito tenta entender se, com o caso Cambridge Analytica, o Facebook violou um acordo feito com a FTC em 2012 - no pacto, a empresa se comprometeu a cuidar da privacidade dos dados de seus usuários.

Nos últimos dois anos, vale lembrar, o Facebook está imerso em escândalo quanto ao uso de dados, seja no caso Cambridge Analytica ou no fornecimento de informações a parceiros como fabricantes de celular e outras empresas. Com a publicação da notícia, as ações da empresa estavam em queda de 1,87%, às 13h42 (horário de Brasília).

Em resposta à reportagem do Wall Street Journal, o Facebook enviou um comunicado à imprensa americana, dizendo que "colabora completamente com a investigação da FTC, fornecendo dezenas de milhares de emails, documentos e arquivos". Um porta-voz da empresa acrescentou: "O Facebook e seus executivos, incluindo Mark Zuckerberg, sempre cumpriram com as regras vigentes. Em nenhum momento Mark ou outro funcionário do Facebook violaram as obrigações da empresa com a FTC."

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Estadão

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