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Golpistas usam perfis falsos do governo para roubar na web

Se passando por uma página oficial, cibercriminosos utilizam redes sociais para espalhar links maliciosos e roubar dados de usuários na internet

3 jul 2020
16h05
atualizado às 16h46
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Além dos golpes na internet utilizando sites falsos e mensagens no WhatsApp, agora os cibercriminosos também estão enganando pessoas por meio das redes sociais. O dfndr lab, laboratório de segurança digital da PSafe, já detectou 62 perfis falsos no Facebook e 117 no Instagram, todos usando algum tipo de relação com o governo federal ou com o auxílio emergencial liberado na pandemia.

De acordo com o laboratório, o objetivo principal é roubar dados dos seguidores, indicando links maliciosos para os usuários. Ao todo, as páginas e contas já reúnem mais de 345 mil seguidores e 86 mil curtidas.

Já foram identificados 62 perfis falsos no Facebook e 117 no Instagram, a maioria se passava como páginas do governo federal ou de auxilios emergenciais
Já foram identificados 62 perfis falsos no Facebook e 117 no Instagram, a maioria se passava como páginas do governo federal ou de auxilios emergenciais
Foto: Reprodução/PSafe / Estadão Conteúdo

"Os golpistas criam páginas falsas no Facebook e Instagram e utilizam links maliciosos para redirecionar as vítimas para sites perigosos. Estes sites utilizam uma comunicação visual que imita os sites oficiais de bancos e página do governo, e geralmente contêm um formulário para recolher dados pessoais. Uma vez que a vítima passa estes dados, eles são diretamente enviados para os cibercriminosos, que podem utilizar estas informações para roubar o acesso a contas em redes sociais, ou até mesmo abrir contas em bancos e realizar transações indevidas, causando prejuízo financeiro", explica Emilio Simoni, diretor do dfndr lab.

Para se proteger, a dica é sempre manter a atenção redobrada, principalmente em páginas e perfis que tenham relação com algum órgão federal — sites governamentais sempre possuem a terminação .org. Também é importante nunca fornecer dados pessoais para sites sem saber a procedência, ativar mecanismos de verificação de aplicativos e checar em fontes oficiais se o conteúdo da mensagem é verdadeiro ou não.

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Estadão
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