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Rússia criou rede secreta para vender US$ 90 bilhões em petróleo, até que ela caiu porque todos usavam o mesmo servidor de e-mail

Investigação do Financial Times revela gigantesca rede de intermediários que manteve estatal petrolífera Rosneft Rede administrou 80% das exportações russas de petróleo bruto após sanções americanas Simples rastro de domínios da web desmantelou seu anonimato

5 mar 2026 - 17h12
(atualizado às 17h24)
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Foto: Xataka

No jogo geopolítico de xadrez das sanções internacionais, onde governos ocidentais elaboram legislações complexas para sufocar a máquina de guerra de Vladimir Putin, às vezes o xeque-mate não vem por meio de uma brilhante manobra diplomática, mas sim pela ganância corporativa.

Uma rede global de contrabando, concebida para ser invisível aos olhos de Washington e Bruxelas, desmoronou como um castelo de cartas por não querer pagar contas de e-mail separadas. Uma simples economia na infraestrutura de informática expôs um fluxo monumental de dinheiro ilícito.

Um erro colossal de TI trouxe à tona uma rede de contrabando que movimentou pelo menos 90 bilhões de dólares em petróleo russo. Como revela uma investigação exaustiva do Financial Times, esse esquema é o principal responsável pelo financiamento do Kremlin na guerra contra a Ucrânia.

A mídia britânica identificou uma rede de 48 empresas que, no papel, operavam de forma completamente independente, a partir de diferentes endereços físicos. Na prática, porém, agiam juntas para disfarçar a origem do petróleo bruto, especialmente o da Rosneft, a petrolífera estatal russa. A necessidade de ocultar essas exportações tornou-se uma questão de vida ou morte para o Kremlin em outubro de 2025, quando os Estados Unidos impuseram sanções diretas à Rosneft e à Lukoil.

Desde então, uma empresa até então desconhecida chamada Redwood Global Supply foi repentinamente coroada a maior exportadora mundial de petróleo bruto russo. Essa empresa, ...

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