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"Estou ciente das atrocidades", responde CEO do Twitter a críticas de tuíte sobre Mianmar

12 dez 2018
12h43
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O presidente-executivo do Twitter, Jack Dorsey, disse estar "ciente das atrocidades aos direitos humanos e sofrimento em Mianmar", respondendo às críticas sobre seus tuítes sobre seu retiro de meditação no país, em que não mencionou a situação dos muçulmanos Rohingya.

Presidente-executivo do Twitter, Jack Dorsey, durante evento em Nova Délhi, Índia
112/11/2018 REUTERS/Anushree Fadnavis
Presidente-executivo do Twitter, Jack Dorsey, durante evento em Nova Délhi, Índia 112/11/2018 REUTERS/Anushree Fadnavis
Foto: Reuters

Mais de 730 mil Rohingya fugiram de uma violenta repressão armada no Estado de Rakhine, em Mianmar, em 2017, de acordo com agências humanitárias e a Organização das Nações Unidas (ONU). A repressão foi lançada em resposta aos ataques insurgentes de Rohingya às forças de segurança.

Investigadores da ONU acusaram o exército de Mianmar de "intenção genocida". O país negou as acusações, dizendo que suas forças estão envolvidas em uma operação de contra-insurgência contra "terroristas".

Na quarta-feira, Dorsey afirmou que sua visita era "puramente pessoal" e que "não pretendia diminuir (o conflito) por não levantar a questão, mas poderia ter reconhecido que eu não sei o suficiente e preciso aprender mais".

Em suas mensagens iniciais na rede social, Dorsey disse: "Mianmar é um país absolutamente lindo. As pessoas estão cheias de alegria e a comida é incrível".

Acompanhando os tuítes, o executivo publicou fotos do mosteiro em que ficou durante o retiro, bem como uma análise de seu ritmo cardíaco enquanto meditava. Não houve referência aos Rohingya.

Os comentários atraíram críticas de observadores de direitos humanos e usuários do Twitter.

No mês passado, Dorsey provocou uma tempestade na mídia social na Índia depois que uma foto dele com um cartaz dizendo "Fim ao patriarcado brâmane", referindo-se à mais alta casta hindu, se tornou viral. Mais tarde, o Twitter pediu desculpas pela foto.

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