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Estudo aponta: 26% postariam seus nudes em troca de dinheiro

A pesquisa engloba o público latino-americano e 26% dos brasileiros topariam postar fotos sem roupa. E você, topa?

13 nov 2018
10h29
atualizado às 10h32
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Você toparia postar uma foto sua na internet, compeltamente sem roupa, em troca de dinheiro? Cerca de 1/3 dos latino-americanos postariam sim, aponta pesquisa feita epla consultoria CORPA, em conjunto com a Kaspersky. A análise estuda os usuários de dispositivos móveis com relação ao cibercrime e cibersegurança em seis países da América Latina: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru. O estudo faz parte da campanha Ressaca Digital, promovida pela empresa para conscientizar as pessoas sobre os riscos que eles estão expostos na internet e nas redes sociais quando agem despreocupadamente.

A ideia aqui na verdade é conscientizar os usuários do perigo que é se arrepender após realizar um post, nova conexão ou download por impulso, reduzindo assim possíveis vazamentos de dados pessoais, roubo de identidade, viralização de imagens íntimas, perdas financeiras ou a violação de direitos do menor de idade.

Foto: Adrià García Sarceda / Unsplash.com

"A Kaspersky Lab identificou que os usuários têm o mesmo comportamento de quando estão em uma festa em suas redes sociais. Por exemplo, eles fornecem muitos dados pessoais e bancários e confiam mais do que deveriam no desconhecido”, explica Dmitry Bestuzhev, diretor da Equipe Global de Pesquisa e Análise da Kaspersky Lab na América Latina. “No dia seguinte, essa ressaca, pouco a pouco, os faz lembrar dos erros e imprudência – e já não há como voltar atrás."

Segundo esse estudo, 23% dos latino-americanos lamentaram compartilhar uma publicação nas redes sociais por conter imagens “vergonhosas” de si mesmos ou de outras pessoas em festas ou situações sociais. Outros 19% lamentaram a postagem porque ela continha informações pessoais relacionadas à residência, família, trabalho, localização ou contas bancárias e quantias em dinheiro. Enquanto isso, 18% se arrependem de ter publicado comentários negativos para outros usuários em relação à sua personalidade, etnia ou sexo. No entanto, apenas 6% se arrependem de ter publicado fotos com pouca roupa.

E é aí que a coisa se complica: 30% dos latino-americanos estariam dispostos a publicar uma foto nua nas redes sociais por dinheiro, dos quais 44% correspondem a homens e apenas 17% a mulheres. Os argentinos são o povo que lideram este quesito, com 45% dos internautas dispostos a fazê-lo, seguidos pelos mexicanos (31%) e chilenos (27%). Em seguida estão o Brasil (26%), Peru (25%) e Colômbia (24%).

Para Carlos Araos, Ph.D em Ciências da Informação e especialista em ciberpsicologia na Universidade Adolfo Ibáñez no Chile, esse comportamento arriscado de alguns usuários está relacionado ao papel da internet na América Latina. "O que aprendemos com base em outros estudos é que, em comparação com outras regiões onde o uso da internet foca-se na busca por informações ou para entretenimento, os adolescentes e jovens-adultos latino-americanos usam a internet para se manter em contato com seus pares e grupos de amigos com a mesma faixa etária. Neste contexto, a importância que damos às plataformas digitais é criada com base na imagem que queremos transmitir de nós mesmo ou, pelo menos, no controle em que somos percebidos pelas outros. Em outras palavras, nossas vidas digitais é pautada em compartilhar uma parte de nós mesmos e, eventualmente, chegamos a ignorar a preocupação com relação à privacidade", afirma o especialista.

Foto: Reprodução

As chamadas “fotos que dão vergonha” são um problema para 30% dos latino-americanos admitiram ter enviado fotos íntimas a seu cônjuge ou amigos. Outros 43% dos entrevistados afirmaram ter recebido alguma imagem íntima de pessoas próximas.

E tem mais: 27% afirmaram ter tirado fotos ou filmado a si mesmo em uma situação íntima com seu dispositivo móvel – e 32% deles são jovens entre 18 e 24 anos. Enquanto 70% dos entrevistados armazenam suas fotos e vídeos em seus celulares, 40% compartilham a senha do aparelho com outra pessoa – situação que pode levar a um vazamento de informações e exposição indesejada. Além disso, 28% dos entrevistados aceitariam dar sua senha e o dispositivo móvel a um estranho por 15 minutos em troca de US$ 20 mil.

Cerca de 37% das pessoas possuem um perfil público no Facebook e, em relação às contas do Instagram, mais da metade dos latino-americanos usam um perfil público, principalmente jovens entre 18 e 24 anos (39%). O risco aumenta se considerarmos que, em média, 80% dos latino-americanos deixa seus perfis em redes sociais logados em seus dispositivos móveis.

"O risco de ter um perfil público reside no fato de que informações pessoais podem ser vistas por qualquer pessoa e a o proprietário desconhece as intenções de quem o visita e qual será o uso que esta pessoa dará às fotos ou dados publicados", explica Bestuzhev.

 

 

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