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Ataque na Alemanha testa capacidade de redes sociais para bloquear conteúdo violento

10 out 2019
14h49
atualizado às 15h46
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Empresas de mídia social tiveram dificuldades para retirar de suas plataformas cenas de tiroteio próximo a uma sinagoga na Alemanha, no primeiro grande teste de seus sistemas desde o massacre em Christchurch, na Nova Zelândia.

Imagem congelada da transmissão feita por atirador em sinagoga em Halle, Alemanha 
09/10/2019
Internet/via Reuters
Imagem congelada da transmissão feita por atirador em sinagoga em Halle, Alemanha 09/10/2019 Internet/via Reuters
Foto: Reuters

O atirador na Alemanha, que transmitiu ao vivo seu ataque pelo Twitch, da Amazon, matou duas pessoas a tiros após não conseguir entrar na sinagoga no dia mais sagrado do ano judaico.

O vídeo de quase 36 minutos se assemelha a imagens transmitidas ao vivo em março em Christchurch, onde o atirador também usou uma câmera para capturar uma perspectiva em primeira pessoa ao matar 51 pessoas em duas mesquitas.

Como em Christchurch, cópias completas e partes do vídeo começaram a aparecer rapidamente em outros lugares online, compartilhadas tanto pelos apoiadores da ideologia anti-semita do atirador quanto pelos críticos que condenavam suas ações.

A Reuters visualizou cópias e links para as imagens postadas no Twitter, 4chan e fóruns focados em ridicularização e assédio, além de vários canais supremacistas brancos no aplicativo de mensagens Telegram.

O Fórum Global da Internet de Combate ao Terrorismo, cujos membros incluem Facebook, Google, Microsoft e Twitter, disse que está colaborando para derrubar os vídeos usando a tecnologia de codificação "hashing", que reduz o conteúdo a código para que possa ser encontrado e removido automaticamente.

"Estamos em estreito contato e continuamos comprometidos em interromper a disseminação online de conteúdo violento e extremista", afirmou o grupo.

Em declarações postadas em sua conta oficial no Twitter, o Twitch disse que a transmissão foi vista ao vivo por cinco pessoas e depois disso por 2.200, antes que a empresa a retirasse do ar 30 minutos depois.

A empresa disse que sua investigação sugeriu que "as pessoas estavam coordenando e compartilhando o vídeo através de outros serviços de mensagens online", mas não deram mais detalhes.

Google e Telegram não responderam a pedidos de comentários.

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