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STF prorroga inquérito sobre transações entre Banco Master e BRB por 60 dias

O ministro Dias Toffoli atendeu ao pedido da Polícia Federal para dar continuidade às apurações de supostas irregularidades e fraudes financeiras envolvendo as instituições

16 jan 2026 - 21h28
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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a extensão do prazo por mais 60 dias para o prosseguimento das investigações que envolvem o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB). A determinação atende a uma solicitação formal da Polícia Federal (PF), que argumentou a necessidade de mais tempo para a coleta e análise de provas. O caso, que anteriormente tramitava na Justiça Federal em Brasília, foi deslocado para o STF em dezembro do ano anterior por decisão do próprio magistrado.

Dias Toffoli
Dias Toffoli
Foto: FABIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL / Perfil Brasil

A apuração da Polícia Federal concentra-se na emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) pelo Banco Master. Segundo os relatórios da corporação, os títulos ofereciam rendimentos de até 40% acima da taxa média de mercado, valores considerados incompatíveis com a realidade financeira do período. Estima-se que o volume de recursos movimentados sob suspeita atinja o montante de R$ 12 bilhões.

O inquérito também analisa a participação de dirigentes do BRB no esquema. Em março, as instituições tentaram formalizar um acordo de aquisição do Banco Master pelo banco público brasiliense, porém a transação foi impedida pelo Banco Central. No âmbito das diligências, o empresário Daniel Vorcaro chegou a ser detido em novembro, sendo liberado posteriormente por ordem do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

De acordo com os autos, o grupo investigado teria utilizado fundos de investimento e estruturas societárias para explorar vulnerabilidades do mercado de capitais. A Polícia Federal aponta que as operações envolviam ativos sem liquidez e preços manipulados artificialmente, com a participação de interpostos ("laranjas") e sócios não declarados.

A lista de condutas sob análise inclui cinco frentes criminais principais:

  • Constituição de organização criminosa;

  • Gestão fraudulenta de instituição financeira;

  • Manutenção de investidores em erro;

  • Uso de informação privilegiada e manipulação de mercado;

  • Lavagem de dinheiro.

Recentemente, novas diligências foram executadas pela PF para aprofundar a compreensão sobre os elos familiares e funcionais que sustentariam as transações entre as partes relacionadas sob o controle dos investigados.

Perfil Brasil
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