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STF avalia ampliação da proteção de segurança para familiares do ministro André Mendonça

Polícia Judicial propõe estender esquema de monitoramento à esposa e aos filhos do magistrado devido à relatoria de processos de alta complexidade

6 mar 2026 - 10h45
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A Polícia Judicial do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou consultas ao gabinete do ministro André Mendonça para analisar a viabilidade de expandir o atual protocolo de segurança do magistrado aos seus familiares diretos, incluindo sua esposa e filhos.

André Mendonça
André Mendonça
Foto: Andressa Anholete/STF / Perfil Brasil

Atualmente, o aparato de proteção é concentrado na figura do ministro, seguindo o padrão estabelecido para os demais integrantes da Corte. A proposta em análise sugere que agentes acompanhem os deslocamentos diários dos familiares de Mendonça, estabelecendo um regime de proteção integral. Interlocutores do gabinete indicam que o ministro tende a autorizar a medida, desde que a estrutura logística seja confirmada pela Polícia Judicial.

O reforço na segurança ocorre em um período em que o ministro André Mendonça atua como relator de ações judiciais com repercussão institucional. Entre os casos sob sua responsabilidade estão as investigações que envolvem o Banco Master e o INSS.

Relatos indicam que o magistrado já adota medidas preventivas individuais, como o uso de colete balístico durante atividades externas, incluindo pregações na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo, instituição onde exerce a função de pastor.

A necessidade de ampliação do esquema de segurança é fundamentada no teor das investigações do caso Banco Master. Em decisão que resultou na prisão de Daniel Vorcaro, Mendonça citou a atuação de um grupo com características de organização criminosa e funcionamento análogo ao de milícias privadas.

Segundo os inquéritos da Polícia Federal, o grupo — denominado internamente como "A Turma" — operava por meio de:

  • Monitoramento ilegal de autoridades e jornalistas;

  • Ameaças diretas a opositores e críticos;

  • Planejamento de agressões físicas, conforme interceptações realizadas durante as diligências.

Diante do perfil da organização investigada e das evidências de tentativas de interferência no curso das apurações, a Polícia Judicial classificou como necessária a blindagem em torno do relator e de seu núcleo familiar próximo, visando neutralizar possíveis atos de intimidação.

Perfil Brasil
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