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Câncer de próstata: entenda os novos tratamentos, sintomas e o que há no SUS

De terapias com fármacos radioativos à expansão da cirurgia robótica na rede pública, veja o que avança no combate à doença

2 jun 2026 - 13h48
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Médico, consulta
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Foto: Unsplash

O tratamento do câncer de próstata tem passado por inovações tecnológicas que buscam maior precisão na destruição de tumores e menos efeitos colaterais para os pacientes. As opções terapêuticas, que já incluem cirurgia, radioterapia, quimioterapia e hormonioterapia, agora ganham o reforço de terapias-alvo e procedimentos minimamente invasivos.

Inovações: do ultrassom a fármacos radioativos

Para tumores em estágio inicial e localizados, uma das novidades é o HIFU (ultrassonografia de alta intensidade). O procedimento utiliza ondas de calor para destruir as células cancerígenas sem a necessidade de remover a glândula, preservando tecidos saudáveis e reduzindo riscos de incontinência urinária e impotência sexual.

Em casos de câncer de próstata metastático resistente à castração, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso de fármacos radioativos, como o Lutécio 177 (Pluvicto). Essa terapia radioligante se conecta a proteínas específicas das células tumorais e emite radiação localizada, destruindo o câncer com menos danos aos tecidos ao redor.

A ciência brasileira também tem contribuído para os avanços. Um estudo coordenado pelo Latin American Cooperative Oncology Group (LACOG) demonstrou que o uso combinado de medicamentos orais (apalutamida e abiraterona) é eficaz no controle da doença sem a necessidade de castração química, permitindo a manutenção dos níveis normais de testosterona.

Avanços na cirurgia robótica e o SUS

A cirurgia robótica, que oferece visão tridimensional e maior precisão nos movimentos, teve sua cobertura obrigatória pelos planos de saúde aprovada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) a partir de abril de 2026.

No Sistema Único de Saúde (SUS), onde os tratamentos convencionais já são oferecidos, a tecnologia robótica também está em expansão. O Instituto Nacional de Câncer (INCA), que realiza cirurgias do tipo desde 2012, inaugurou em novembro de 2025 o primeiro Centro de Treinamento e Pesquisa em Robótica do SUS. O espaço conta com o robô Da Vinci Xi e simuladores de realidade virtual para capacitar cirurgiões da rede pública.

Sinais de alerta: como identificar

Em sua fase inicial, o câncer de próstata costuma ser silencioso. Os sintomas geralmente aparecem quando a doença atinge estágios mais avançados e afeta estruturas vizinhas, como a uretra e a bexiga.

Os principais sinais de alerta incluem:

  • Dificuldade para iniciar ou interromper a micção;
  • Vontade frequente de urinar;
  • Diminuição do jato, ardência ou dor ao urinar;
  • Presença de sangue na urina ou no sêmen;
  • Dor ao ejacular;
  • Dor lombar e na bacia.

Para o diagnóstico precoce, que aumenta significativamente as chances de cura, especialistas recomendam consultas de rotina com exames de PSA (sangue) e toque retal. A indicação de idade varia conforme o histórico do paciente, sendo recomendada a partir dos 40 ou 50 anos.

Fonte: TerrAI Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial a partir do acervo do Terra e editado pelo nosso time de jornalistas.
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