Södra, da Suécia, eleva preço da celulose e confirma recuperação
A fabricante sueca de celulose de fibra longa Södra anunciou nesta quinta-feira que elevará, a partir de 1o de abril, o preço do produto em 40 dólares por tonelada. Assim, o novo preço será de 930 dólares por tonelada.
"O mercado de celulose continua sólido e com um forte equilíbrio", disse, em nota, o presidente da Södra, Ulf Edman.
A região da Escandinávia, grande produtora de celulose, foi uma das mais afetadas durante a crise financeira mundial. No final de 2008 e durante 2009, diversas fábricas encerraram suas atividades, por conta do alto custo de produção, dificuldade de venda e máquinas de produção ainda obsoletas.
Os preços da celulose de fibra longa, produzida a partir da madeira de pinus, já subiram quase 77 dólares por tonelada desde o início deste ano, segundo a Foex Indexes, companhia privada finlandesa que levanta semanalmente os índices de preços para os principais tipos de celulose e papel negociados na Europa.
De acordo com dados da consultoria da última terça-feira, o preço médio da fibra longa para entrega em portos do Atlântico Norte ou Mar do Norte está em 875,62 dólares por tonelada, alta de 9,6 por cento apenas em 2010.
Já o preço da celulose de fibra curta, produzida no Brasil a partir do eucalipto, está em 777,11 dólares por tonelada em média, o que significa reajuste de 11 por cento somente neste ano, conforme a Foex.
De acordo com a presidente da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), Elizabeth de Carvalhaes, a demanda por celulose está crescendo muito em todo o mundo, o que está gerando aumentos de preços em vários países.
Entretanto, ela lembrou que os preços da celulose ainda estão abaixo dos níveis pré-crise, quando a celulose de fibra curta, por exemplo, chegou a 840 dólares por tonelada.
No final de fevereiro, as brasileiras Fibria e Suzano Papel e Celulose anunciaram aumento nos preços da celulose a partir de 1o de março. O reajuste, o terceiro do ano, foi de 30 dólares por tonelada, o que fez com que os valores ficassem em 750 dólares por tonelada na Ásia, 790 dólares na Europa e 820 dólares na América do Norte.
(Por Carolina Marcondes)