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Sem acordo sobre confusão no Dérbi, Corinthians e Palmeiras levam briga ao MP

Decisão de formalizar denúncia contra preparador de goleiros impede acordo imediato e transfere resolução do conflito para as autoridades criminais

13 abr 2026 - 13h14
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O clima de rivalidade que dominou o gramado da Neo Química Arena no último domingo não se encerrou com o apito final do árbitro. Pelo contrário, as tensões escalaram rapidamente nos bastidores após o empate sem gols entre Corinthians e Palmeiras. O que deveria ser apenas o encerramento de mais um Dérbi histórico transformou-se em um caso de polícia. As duas diretorias e os envolvidos diretos na confusão generalizada ocorrida no túnel de acesso aos vestiários não conseguiram chegar a um consenso comum. Sem o entendimento necessário para uma conciliação rápida no estádio, o processo agora segue para as mãos do Ministério Público para as devidas providências legais.

Clássico foi marcado por confusões dentro e fora de campo
Clássico foi marcado por confusões dentro e fora de campo
Foto: Reprodução / Perfil Brasil

O ponto central da discórdia envolve o jovem atacante palmeirense Luighi, que decidiu levar o caso adiante de forma oficial. Ele relatou ter sido vítima de agressão física por parte de Luiz Fernando dos Santos, integrante da comissão técnica corintiana que atua como preparador de goleiros. Além do atleta, cinco profissionais da segurança do Palmeiras também prestaram depoimento e se submeteram aos exames de corpo de delito. O Juizado Especial Criminal, que opera dentro da própria arena em dias de grandes eventos, tornou-se o palco de uma exaustiva tentativa de negociação que durou horas após a partida, mas que acabou sem um aperto de mãos final entre as partes.

Denúncia formalizada impede encerramento do caso no Jecrim

Durante os procedimentos iniciais realizados ainda nas dependências do estádio, o delegado Cesar Saad buscou analisar o material visual disponível para esclarecer a dinâmica dos fatos. No entanto, o titular da Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva fez uma ressalva importante sobre a qualidade das provas obtidas no calor do momento. Segundo ele, as imagens analisadas no primeiro instante não apresentavam uma clareza definitiva sobre as agressões alegadas por Luighi. "As imagens não eram conclusivas", pontuou o delegado, explicando que o vídeo mostrava essencialmente um tumulto marcado por empurrões mútuos entre jogadores, seguranças e membros das comissões técnicas.

Enquanto os representantes do Corinthians tentavam uma via diplomática para encerrar o episódio sem que houvesse registros formais ou desdobramentos jurídicos pesados, o Palmeiras manteve uma postura rígida na defesa de seu atleta. A proposta de conciliação sugerida pelo clube mandante foi prontamente recusada. Luighi manteve sua posição de formalizar a queixa contra o preparador de goleiros, o que alterou o rito do processo. Curiosamente, atletas do lado alvinegro, como Gabriel Paulista e Breno Bidon, também relataram episódios de violência vindos de funcionários rivais, mas ambos escolheram não prosseguir com denúncias oficiais no âmbito criminal.

Ministério Público solicita novas imagens para julgamento

A última tentativa de resolver a questão de forma célere partiu do próprio Ministério Público durante a audiência de conciliação realizada no estádio. O órgão propôs que todos os indivíduos envolvidos na briga aceitassem uma transação penal, que consistia no pagamento de uma multa equivalente a cinco salários mínimos destinada a uma instituição de caridade. A medida visava pacificar a situação imediatamente e evitar o prolongamento do desgaste jurídico. Contudo, a solução foi rechaçada de forma unânime por todos os envolvidos, que alegaram que o pagamento da multa seria um ato injusto para quem se sentia no papel de vítima.

Com o impasse consolidado e a rejeição da multa pecuniária, o caso deixa o âmbito das discussões imediatas no Jecrim e passa por uma fase de investigação mais profunda. O Ministério Público agora tem a tarefa de solicitar novas imagens das câmeras de monitoramento interno da Neo Química Arena, buscando ângulos que não foram captados nos primeiros vídeos. Novas testemunhas deverão ser ouvidas nas próximas semanas para detalhar as ofensas e os socos relatados. Somente após essa nova análise é que o promotor decidirá se o caso será arquivado por falta de provas ou se haverá o oferecimento de uma denúncia formal para julgamento.

Perfil Brasil
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