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"Se taxar o aço brasileiro, vamos reagir comercialmente", afirma Lula sobre EUA

14 fev 2025 - 12h33
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (14) que, caso os Estados Unidos imponham tarifas sobre o aço brasileiro, o Brasil tomará medidas de retaliação. Entre as possíveis respostas, estão ações comerciais e até uma denúncia contra o governo americano na Organização Mundial do Comércio (OMC).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva –
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva –
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil / Perfil Brasil

A declaração ocorreu durante entrevista à Rádio Clube do Pará, onde Lula cumpria agenda oficial. Foi a primeira manifestação pública do presidente após a confirmação de que os EUA aplicarão tarifas de 25% sobre as importações de aço e alumínio.

"Se taxar o aço brasileiro, vamos reagir comercialmente, denunciar na Organização do Comércio, ou taxar os produtos que a gente importa deles", afirmou.

Como a taxação do aço impacta o Brasil?

O Brasil é o segundo maior fornecedor de aço e ferro para os Estados Unidos, ficando atrás apenas do Canadá. Em 2024, as exportações brasileiras desse setor para o mercado americano chegaram a US$ 4,67 bilhões (cerca de R$ 27 bilhões). No ano passado, o país respondeu por 14,9% das vendas externas desses materiais aos EUA.

A medida imposta pelo governo americano deve forçar o Brasil a buscar novos compradores, já que a demanda chinesa também tem diminuído nos últimos anos. Segundo Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos, à CNN, a diversificação do mercado será um desafio.

"Mesmo que o Brasil focasse na China para compensar as exportações dos EUA, não iria ser capaz de preencher a diferença, já que a China tem desacelerado sua demanda pelo material nos últimos anos", explicou.

As exportações chinesas de itens classificados como "ferro fundido, ferro e aço" vêm caindo desde 2020, quando atingiram US$ 2,12 bilhões, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

A professora Marcela Franzoni, especialista em Relações Internacionais do Ibmec-SP, destaca à CNN que redirecionar a produção para outros mercados não é algo simples.

"Existe toda uma estrutura produtiva que está focada. Analisando o mercado de um país destino para as exportações, ainda é mais complexo achar um substituto pela depreciação do preço do aço", ressaltou.

Perfil Brasil
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